Por que o touro representa o mercado financeiro? Entenda a simbologia

No Centro histórico de São Paulo, a B3 inaugurou uma escultura chamada Touro de Ouro, baseada no Touro de Wall Street, localizada no centro financeiro de Nova York. Entenda o significado de sua relação com o mercado financeiro.

O touro no mercado financeiro representa “otimismo e a força dos investidores”. Esta metáfora surgiu no mercado financeiro para se referir a alta nos papéis, quando os preços estão subindo: “bull market” (mercado do touro).

O termo “bull market” vem para traduzir um momento de mercado em ascensão, quando os investidores estão otimistas. O touro, com sua força, consegue dar arrancadas para frente e é difícil algo pará-lo.

No universo da bolsa de valores, é comum associar os movimentos dos mercados ao touro e ao urso, que originaram as expressões bull market” e “bear market” (mercado do urso) e refletem a maneira como esses animais atacam as presas.

De forma básica, o primeiro termo significa que o preço das ações está subindo, enquanto o urso quer dizer quer o mercado está em queda, já que seu ataque é de cima para baixo.

Touro de Wall Street

O famoso touro de bronze que está instalado perto da Bolsa de Valores de Nova York, foi o responsável por popularizar a figura do touro como representante do mercado de ações.

Nomeada de Charging Bull”, a estátua que possui 3,2 toneladas é uma criação do escultor siciliano Arturo Di Modica, que morreu em fevereiro deste ano. O custo da obra foi pago com seu próprio dinheiro e custou cerca de US$ 350 mil. O artista colocou a escultura em frente à Bolsa de Valores de maneira ilegal.

Touro de Ouro

De acordo com a B3, a escultura foi um presente do economista Pablo Spyer e do artista plástico Rafael Brancatelli “para a cidade de São Paulo e o mercado financeiro brasileiro”.

“O Touro de Ouro representa a força e a resiliência do povo brasileiro. A B3 está trazendo esse novo símbolo para valorizar não apenas o centro de São Paulo, mas o desenvolvimento do mercado de capitais do Brasil, que passa pela própria história da bolsa”, disse o CEO da Bolsa, Gilson Finkelsztain.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.