Sem auxílio emergencial e Bolsa Família, milhões passam noite buscando Auxílio Brasil

O fim do auxílio emergencial e, por consequência, do Bolsa Família, agravou a situação de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade. No Rio de Janeiro (RJ), pelo menos 1,8 milhão de beneficiários se encontram neste cenário, segundo a prefeitura local.

Sem auxílio emergencial e Bolsa Família milhões passam noite buscando Auxílio Brasil no RJ
Sem auxílio emergencial e Bolsa Família milhões passam noite buscando Auxílio Brasil no RJ. (IMAGEM: FDR)

A administração municipal também informou que essas mesmas pessoas, desesperadas em busca de alguma transferência de renda, se dirigiram em massa às unidades cariocas dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS).

Lá, enfrentaram uma enorme fila de espera com o objetivo de atualizar os dados cadastrais e garantir uma vaga no Auxílio Brasil. 

Embora os critérios referentes ao novo programa social tenham sido definidos no início desta semana, por muito tempo o Governo Federal divulgou informações inconsistentes, gerando dúvidas nesses beneficiários. 

Agora, com o cancelamento do auxílio emergencial e do Bolsa Família, o motivo pela busca ao CRAS também inclui a informação, tendo em vista que muitas dessas famílias não possuem tantos recursos para acompanhar os desdobramentos na mídia. 

Ex-beneficiários do auxílio emergencial passaram a última noite em frente ao CRAS de Paciência, situado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com a prefeitura, são 202 mil famílias cadastradas no Bolsa Família e outras 1,5 milhão que receberam o auxílio emergencial até outubro. Mas que não foram instruídas sobre as regras de transição para o Auxílio Brasil, e agora, buscam o CRAS para se cadastrarem ou se atualizarem.

Diante das circunstâncias, a administração municipal se aprofundou no tema em busca de mais informações e identificou que desde o mês de maio deste ano, época em que o Governo Federal pagava a segunda parcela do auxílio emergencial, mais de 41 mil famílias cariocas foram cadastradas no sistema social e até agora não foram incluídas no pagamento do Bolsa Família. 

Hoje, considerando que a bolsa foi extinta após 18 anos, é preciso se adequar aos critérios de elegibilidade do Auxílio Brasil para ser incluído no programa substituto.

Mas se engana quem pensa que a aglomeração formada nas unidades cariocas da CRAS são exclusivamente voltadas ao auxílio emergencial, Bolsa Família e Auxílio Brasil. 

Isso porque, também existem outros benefícios direcionados a famílias de baixa renda que são do interesse de muitas pessoas, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o programa Casa Verde e Amarela e a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). Todos eles requerem a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) como porta de acesso. 

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.