Fora do ar há quase 1 mês, site de devolução do auxílio emergencial prejudica usuários

Brasileiros relatam que não conseguem fazer a devolução do auxílio emergencial. Nessa semana, diversos portais de notícia passaram a alertar que a página que autoriza a restituição do benefício está sem funcionar há ao menos 27 dias. Com isso, a população não consegue sanar seus débitos com o governo.

Fora do ar há quase 1 mês, site de devolução do auxílio emergencial prejudica usuários (IMAGEM: FDR)
Fora do ar há quase 1 mês, site de devolução do auxílio emergencial prejudica usuários (IMAGEM: FDR)

A restituição do auxílio emergencial virou motivo de dor de cabeça para alguns segurados. Nos últimos meses o governo federal passou a exigir que parte da população devolvesse o abono. Porém, o site que gera o boleto não está funcionando.

Como fazer a devolução do auxílio emergencial?

Para fazer a devolução do auxílio, o cidadão precisa se conectar na seguinte página http://aplicacoes.cidadania.gov.br/aviso/devolucao/. Nela, é preciso informar seu CPF e gerar a guia de pagamento.

Porém, a plataforma está sem funcionar desde o dia 7 de outubro. São cerca de 627 mil pessoas que não conseguem fazer o repasse e até o momento não há uma previsão de retorno.

Segundo o governo, a plataforma teve o sistema interrompido pela quantidade de acessos excessivos. Porém, os agentes públicos já estão trabalhando em sua manutenção.

Passo a passo da devolução:

  • Acesse o site criado especificamente para devolução do auxílio, o “gov.br/devolucaoae“
  • Informe o CPF cadastrado no pedido do benefício
  • Selecione a caixa “não sou um robô”
  • Clique em emitir Guia de Recolhimento da União (GRU)
  • Espere ser redirecionado e escolher se quer o boleto com pagamento exclusivo no Banco do Brasil ou a versão que pode ser paga em qualquer unidade bancária.

Quem precisa devolver os recursos?

É importante ressaltar que a devolução do auxílio emergencial só é obrigatória para quem recebeu as mensalidades indevidamente. Pelas regras do governo o pagamento deve ser feito por:

  • Quem estava recebendo benefícios do governo federal, como aposentadoria, seguro-desemprego ou Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda;
  • Quem tinha carteira assinada na data de requerimento do auxílio emergencial;
  • Trabalhadores que ao declararem o IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) geraram Darf para restituição de parcelas do auxílio emergencial, mas ainda não efetuaram o pagamento;
  • Pessoas identificadas com renda incompatível com o recebimento, entre outros casos.

MAIS LIDAS

×

Deixe as notícias mais recentes encontrarem você

Você pode ficar a par das melhores notícias financeiras e atualizado dos seus direitos com apenas uma coisa: o seu email!

Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.