Rio Grande do Sul passa a cobrar passaporte da vacina em locais públicos

Desde ontem, 18, o passaporte da vacina passou a ser exigido no Estado do Rio Grande do Sul (RS). De agora em diante, o documento deve ser apresentado ao participante de atividades de alto risco de contágio à Covid-19, é o caso de competições esportivas e festas.

O passaporte da vacina já é exigido em 249 cidades de todos os estados brasileiros, o equivalente a 10,1% dos municípios brasileiros. Cada estado ou município tem autonomia para implementar as próprias diretrizes referentes ao comprovante de vacinação.

No Rio Grande do Sul, a determinação foi organizada por idade com base no avanço do cronograma de vacinação estadual. Observe:

  • 40 anos ou mais: esquema vacinal completo com duas doses ou dose única já em outubro;
  • 30 a 39 anos: primeira dose ou dose única até 31 de outubro e esquema vacinal completo a partir de 1º de novembro;
  • 18 a 29 anos: primeira dose ou dose única até 30 de novembro e esquema vacinal completo a partir de 1º de dezembro.

O passaporte de vacinação será exigido tanto para os funcionários do local quanto para o público geral. Na verdade, é preciso ressaltar que os protocolos de combate à pandemia da Covid-19 estão em vigor desde o início deste mês de outubro.

No entanto, foi disponibilizado um período de transição que durou até o último domingo, 17, para que houvesse uma adaptação. 

Se o estabelecimento descumprir as regras de solicitação do passaporte da vacina, ele deverá pagar uma multa. O comprovante de vacinação deve ser apresentado para a participação nas seguintes ocasiões:

  • Competições esportivas (todas);
  • Eventos infantis, sociais e de entretenimento em buffets, casas de festas, casas de shows, casas noturnas, restaurantes, bares e similares;
  • Feiras e exposições corporativas, convenções, congressos e similares;
  • Cinema, teatros, auditórios, circos, casas de espetáculo, casas de shows e similares;
  • Parques temáticos, de aventura, de diversão, aquáticos, naturais, jardins botânicos, zoológicos e outros atrativos turísticos similares.

De acordo com o coordenador do Grupo de Trabalho (GT) Protocolos do Gabinete de Crise, Bruno Naundorf, é essencial que os estabelecimentos instruam a população sobre a importância da vacinação contra a Covid-19. Quando se fala em população, não se trata somente de clientes, mas sobretudo, dos funcionários que devem servir como exemplo. 

“Contudo, em determinadas áreas e atividades, o risco de contaminação da Covid-19 é maior. Desta forma, por terem a característica de maior número de pessoas interagindo ao mesmo tempo, esta sugestão passa a ser obrigação para diminuir os riscos e fazer com que tenhamos a manutenção dos indicadores atuais ou até melhores”, ponderou Bruno Naundorf.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.