Por que o iPhone e outros produtos da Apple são tão caros no Brasil?

No Brasil, diversos produtos são encontrados por preços maiores. Um levantamento realizado pelo Poder360, em julho deste ano, identificou que todos os equipamentos desenvolvidos pela Apple são mais caros no Brasil. Entenda por que o iPhone e outros produtos da Apple são tão caros no Brasil.

Recentemente, a Apple lançou o iPhone 13. Assim como observado em outros produtos da empresa anteriormente, este aparelho também tem o valor mundial mais caro dentro do Brasil.

Segundo uma pesquisa feita pelo Nukeni e divulgada pelo 9to5Mac, o Brasil tem o preço mais alto em quase todos os modelos da linha. As exceções são algumas variantes com uma capacidade específica de armazenamento.

Nos Estados Unidos, o iPhone 13 Pro Max teve a comercialização por R$ 5.771. Já no Brasil, há a previsão de que o aparelho seja vendido por R4 10.499, por exemplo.

Por que o iPhone e outros produtos da Apple são tão caros no Brasil?

Entre os possíveis fatores que contribuem para os preços elevados dos produtos da Apple, os tributos são citados por especialistas. No ano passado, a carga tributária do Brasil chegou a 31,64%, de acordo com o Ministério da Economia.

Historicamente, o país conta com impostos altos para proteger a indústria nacional — e elevar as oportunidades para o desenvolvimento da indústria interna.

Ao Poder360, o economista Fabio Benites, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), entende que o alto pagamento de impostos no país é o principal fator para o grande custo do iPhone no Brasil.

Se fosse retirada a diferença de carga tributária em relação a outras nações, foi dito que seria possível encontrar valores parecidos no Brasil.

Ao Abc do Abc, o advogado especialista em Direito Tributário Ângelo Peccini, CEO da XP Compliance e sócio do escritório Peccini Neto Advocacia, apresentou uma estimativa simples sobre a inserção de impostos no iPhone 13. Estes são os percentuais:

  • 8,37% para impostos federais nacionais;
  • 14,78% em impostos referentes à importação; e
  • 17% para impostos estaduais.

Sendo assim, no caso deste aparelho, aproximadamente 40% do seu preço é composto por tributos. O especialista ainda cita que a alta do dólar interfere no valor final do produto.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do FDR produzindo conteúdo sobre economia.
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