Campanha de vacinação contra COVID-19 em 2022 deve proibir imunizante famoso

Em pronunciamento feito neste domingo, 10, o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que o Brasil não deve incluir as vacinas da CoronaVac na campanha de vacinação contra a COVID-19 em 2022. A medida já havia sido mencionada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga em ocasião anterior.

Portanto, em breve o Governo Federal deve cessar as compras da CoronaVac para integrarem o Plano Nacional de Imunização (PNI). O foco da campanha de vacinação contra a COVID-19 são as vacinas da AstraZeneca e da Pfizer, cujo uso estimado de doses gira em torno de 300 milhões. 

“Queiroga parece que não vai comprar mais a Coronavac, se não me engano. Acho que está nessa linha. Porque tem a validade, segundo ele me disse, em torno de seis meses. Quem já foi vacinado há mais de seis meses o cartão de vacina tá irregular. A demagogia do cartão de vacina”, afirmou Bolsonaro.

O Ministério da Saúde aguarda resultados de um estudo encomendado pela própria pasta, referente ao reforço vacinal em pessoas que tomaram a CoronaVac na primeira e segunda doses.

Resultados preliminares de um relatório elaborado em parceria com a Universidade de Oxford mostram uma queda significativa na eficácia e imunidade de pessoas que se vacinaram com a CoronaVac, mesmo após a segunda dose. 

Na avaliação técnica no Ministério da Saúde, os imunizantes que não atingirem um índice de eficácia considerável, devem ser retirados da campanha de vacinação contra a COVID-19 em 2022.

Por outro lado, técnicos acreditam que a pasta avalia somente o custo-benefício que cada vacina é capaz de oferecer antes de fechar novos contratos. 

A pasta federal ainda destacou que a CoronaVac produzida pelo Instituto Butantan tem baixa efetividade entre idosos com mais de 80 anos.

Outro ponto alegado foi o de que a vacina não possui o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de também não ser recomendada para o reforço vacinal que tem priorizado a Pfizer e depois a AstraZeneca em casos de necessidade. 

Na oportunidade, o presidente Bolsonaro informou que o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, começou a coordenar o desenvolvimento de 15 novas vacinas contra o novo coronavírus.

“Tem o Marcos Pontes que está desenvolvendo, acho, 15 novas vacinas. Tecnologia nossa. Vamos, infelizmente, ter que conviver com o coronavírus a vida toda”, completou o chefe do Executivo Federal.

Em complemento, no último domingo (10), o ministro Marcos Pontes criticou o corte aproximado de R$ 700 milhões no orçamento da pasta que seria aplicado na realização de pesquisas.

O chefe da pasta disse que esta atitude é um descaso, especialmente quando a decisão é tomada sem ouvir a comunidade. Ele acredita que diante do bom senso essa medida poderia ser revista com urgência.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR.
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