Após altas na Selic, juros do cartão de crédito chegam a 336% ao ano em agosto

Acompanhando as altas na taxa Selic, os juros do cartão de crédito rotativo chegaram a 336,1% em agosto. Na comparação com o mês de julho, houve aumento de 4,6 pontos percentuais. Os dados foram informados pelo Banco Central nesta segunda-feira (27).

Após altas na Selic, juros do cartão de crédito chegam a 336% ao ano em agosto
Após altas na Selic, juros do cartão de crédito chegam a 336% ao ano em agosto (Imagem: Reprodução/Pixabay)

A taxa cobrada no cartão de crédito rotativo é o maior desde agosto de 2017. Na ocasião, a cobrança era de 392,3% ao ano. No início do ano, as taxas chegavam a 329%.

Geralmente, o rotativo do cartão, juntamente com o cheque especial, é uma modalidade de crédito utilizada em emergências pelos clientes. O rotativo se refere ao crédito tomado pelo usuário quando paga menos que a quantia integral da fatura do cartão — e tem a duração de 30 dias.

Depois desde prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida. Em abril de 2017, foi instituída uma regra que estabelece que os bancos devem transferir, depois de um mês, a dívida do rotativo do cartão para o parcelado.

Com isso, os clientes passam a ter juros mais baixos. Consequentemente, as chances de inadimplências são menores.

Ao considerar o cartão parcelado, os juros permaneceram em 163,7% ao ano. Já em relação os juros totais do cartão de crédito — levando em conta as operações do rotativo e do parcelado —, o patamar passou de 62,0% para 63,8%.

Juros do cartão de crédito acompanham alta da taxa Selic

O encarecimento do crédito segue o contexto de inflação enfrentada pelo país. Como forma de controlar o aumento dos preços, o Banco Central vem elevando a taxa Selic — que serve como base para outras taxas de juros.

Na última quarta-feira (22), o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC passou a subir a taxa Selic em 1 ponto percentual. Assim, o índice aumentou de 5,25% para 6,25% ao ano. Este número representa o maior patamar desde julho de 2019, quando a taxa básica de juros estava em 6,5% ao ano.

Na próxima reunião, após 45 dias, o Banco Central apontou uma nova alta de 1 p.p. Desse modo, os juros chegarão a 7,25% — sendo o maior patamar desde dezembro de 2017, quando estava em 7,5%.

Neste ano, a meta da inflação é de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do FDR produzindo conteúdo sobre economia.
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