Olimpíadas: Como Japão se preparou no combate à COVID-19 para manter evento?

Olimpíadas 2021 tem novos protocolos para reduzir os índicos de contágio da covid-19. Mesmo com o mundo vivenciando a pandemia do novo coronavírus há mais de um ano, a competição esportiva realizada em Tóquio foi confirmada. Para isso, os atletas e o público local vêm se adaptando há uma nova realidade.

Olímpiadas: Como Japão se preparou no combate à COVID-19 para manter evento? (imagem Olhar Digital)
Olímpiadas: Como Japão se preparou no combate à COVID-19 para manter evento? (imagem Olhar Digital)

Os jogos olímpicos estão entre os maiores eventos esportivos do mundo. Realizado há cada quatro anos, em 2021 a passagem por Tóquio será diferente devido a realidade do novo coronavírus. Este ano, não haverá festa, celebrações e o espirito comemorativo tradicionalmente conhecido.

Atletas testados e isolados

Para manter a segurança dos atletas e reduzir o número de contágio, todos os jogadores estão sendo testados quando chegam no Japão. A aplicação do exame que identifica a covid-19 vem sendo realizada antes de qualquer contato com a cidade e aqueles que têm o resultado positivo passam a vivenciar a quarentena até que a doença não seja mais um perigo.

No que diz respeito a convivência com os demais colegas de esporte, não há contato físico. Os tradicionais ônibus onde todos iam juntos para a Vila Olímpica foi alterado para vans onde só podem ir os integrantes da mesma equipe.

“Ao longo dos últimos 15 meses, tivemos de tomar decisões em situações bem incertas. Tivemos dúvidas diariamente. Deliberávamos e discutíamos. Houve muitas noites insones, mas para chegar aqui tivemos de ter confiança, tivemos de mostrar uma solução para a crise”, afirmou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

Vila Olímpica sem público

Outra grande mudança foi a retirada do público da Vila Olímpica. Todos os jogos contarão apenas com a presença da equipe técnica e dos atletas, já a população deverá acompanhar apenas pelas transmissões na TV e Internet. Não haverá torcida.

Além disso, os refeitórios foram readaptados respeitando o distanciamento social. A venda de bebidas alcoólicas foi suspensa. Implementaram também divisórias plásticas entre os assentos, fornecendo álcool em gel.

Os atletas não poderão fazer turismo pela cidade, sendo monitorados para idem da vila para os hotéis onde estão hospedados. Segundo Bach, este ano o evento deve priorizar o sentimento esportivo para representar os países.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.