Plano de saúde individual vai reduzir valor; como isso afeta seu bolso?

Neste ano, a mensalidade dos planos de saúde familiares e individuais irá cair 8,19%. O reajuste foi aprovado ontem, 8, de forma unânime pela diretoria da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Esta foi a primeira vez que a agência debateu o reajuste em uma reunião aberta. Saiba mais.

Plano de saúde individual vai reduzir valor; como isso afeta seu bolso?
Plano de saúde individual vai reduzir valor; como isso afeta seu bolso? (Imagem: Marcelo Leal/Unsplash)

Esta também foi a primeira vez que o percentual de reajuste foi negativo e os especialistas acreditam que isto provavelmente não aconteça uma segunda vez. Ao contrário dos aumentos naturais, foi determinado pela agência uma redução nos preços dos planos refletindo o atual cenário.

A pandemia do coronavírus causou uma redução nos procedimentos como exames, consultas e cirurgias pelos usuários dos planos de saúde em 2020, o que diminuiu os gastos das operadoras.

O chamado índice de sinistralidade, que representa uma proporção entre o valor arrecadado pelas operadoras e as despesas com procedimentos, diminuiu de 82% para 74%.

De acordo com dados da ANS, a variação dos gastos assistências registraram uma diminuição de 9,2% de 2019 para 2020, e se tornou a maior variação desde 2014. Porém, o cálculo considera também outros dados.

“A proposta de um percentual negativo de reajuste é uma medida justa, já que houve redução do percentual de atendimento. As operadoras não poderão deixar de reduzir a mensalidade dos planos de saúde individuais, sendo facultado as operadoras aplicar outro índice desde que seja mais vantajoso para o consumidor”, disse o presidente substituto da ANS, Rogério Scarabel.

Sem risco para os planos de saúde 

Rogério destacou a missão difícil da agência de promover o equilíbrio ao mercado. Ele lembrou que a fórmula utilizada para o cálculo foi atualizada em 2018, e foi usada como base para os reajustes de 2019 e também do ano passado.

O presidente afirmou que em sua visão, o resultado obtido nesse ano comprova a robustez do modelo, que é capaz de refletir os gastos assistências dos planos e estimular que as operadoras sejam eficientes. 

Foi a primeira vez que o índice de reajuste foi debatido pela diretoria da agência em uma reunião aberta. O cálculo do reajuste foi enviado em maio para a apreciação do Ministério da Saúde.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.