Como reduzir ou pausar parcelas do financiamento habitacional da Caixa?

Segundo um comunicado feito pela Caixa Econômica Federal (CEF) nesta segunda-feira, 7, as famílias que possuem financiamento habitacional terão novas condições para arcar com a dívida. De agora em diante existe a possibilidade de reduzir ou suspender temporariamente as parcelas.

Como reduzir ou pausar parcelas do financiamento habitacional da Caixa?
Como reduzir ou pausar parcelas do financiamento habitacional da Caixa? (Imagem: Tânia Rego/Agência Brasil)

As principais regras são voltadas aos beneficiários do auxílio emergencial e do seguro desemprego, sobretudo, diante da difícil situação financeira decorrente da pandemia da Covid-19. Sendo assim, estes cidadãos poderão pausar o pagamento das parcelas do financiamento habitacional.

Enquanto isso, aqueles que desejam apenas reduzir temporariamente o valor das parcelas, devem acessar o App Habitação Caixa e fazer a solicitação. Serão concedidos descontos com prazos variáveis da seguinte forma:

  • 25% por seis meses;
  • De 25% a 74,99% por até três meses;
  • 75% ou mais perante comprovação da perda de renda.

Esta não é a primeira vez que a Caixa Econômica adota uma medida semelhante a essa. De acordo com o presidente da instituição bancária, Pedro Guimarães, o saldo proveniente da redução ou suspensão das parcelas, serão cobrados posteriormente com a incidência de juros. 

No geral, tanto a taxa de juros quanto o prazo para pagamento dispostos no contrato original não serão alterados, nem mesmo perante a concessão de descontos ou suspensão nas parcelas.

Ainda assim, aqueles que precisarem e desejarem adotar a medida podem entrar em contato pela plataforma digital mencionada ou pelo número 0800 104 0104. 

“Essas medidas proporcionam às famílias a possibilidade de se reorganizarem para voltar a pagar integralmente a prestação mensal”, declarou a Caixa Econômica em nota. 

Apesar de ser vista como uma alternativa bastante atrativa e viável para muitos mutuários do financiamento habitacional, especialistas alertam quanto à adesão somente em casos de extrema necessidade.

Isso porque, a redução e suspensão das parcelas não é uma atitude dada de “mão beijada” e de bom grado, pois os cidadãos deverão arcar com os respectivos custos no futuro. 

A medida consiste na reedição do programa da Caixa Econômica realizado no primeiro semestre de 2020, ocasião em que cerca de 2,5 milhões de mutuários foram beneficiados.

Observe o exemplo de um mutuário que possui um financiamento habitacional de R$ 108 mil na compra de um apartamento, com contrato firmado no mês de maio de 2014.

Este cidadão terá uma dívida durante o período de 420 meses, devendo arcar com a incidência de uma taxa de juros na margem de 8,09% ao ano. Caso ele opte por aderir ao desconto temporário de 25% na parcela do financiamento, posteriormente, as parcelas que inicialmente era de R$ 928,95 passarão a ser de R$ 959,96.

O presidente da Associação dos Mutuários de Minas Gerais (AMMG), Silvio Saldanha, explica que a diferença é diluída no saldo devedor, com um aumento de R$ 3 mil neste caso, totalizando a dívida em R$ 98 mil.

“É uma medida extrema e que representa a postergação de um problema. Infelizmente, só deve ser adotada se o mutuário não tiver outra opção”, ressaltou.

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Laura Alvarenga
Laura Alvarenga é graduada em Jornalismo pelo Centro Universitário do Triângulo em Uberlândia - MG. Iniciou a carreira na área de assessoria de comunicação, passou alguns anos trabalhando em pequenos jornais impressos locais e agora se empenha na carreira do jornalismo online através do portal FDR, onde pesquisa e produz conteúdo sobre economia, direitos sociais e finanças.