Bitcoin tem pior desempenho em 10 anos; o que esperar a partir daqui?

O último mês não foi nada positivo para o Bitcoin. A moeda fechou o mês de maio cotado abaixo dos 37 mil dólares, o pior desempenho mensal em quase 10 anos e com pior mês desde setembro de 2011. Pensando no futuro da criptomoeda, os analistas avaliam que a recuperação pode demorar e que os investidores devem pensar a longo prazo.

Bitcoin tem pior desempenho em 10 anos; o que esperar a partir daqui?
Bitcoin tem pior desempenho em 10 anos; o que esperar a partir daqui? (Imagem: André François McKenzie/Unsplash)

A queda registrada em maio ( de 58.200 para cerca de 36.400 dólares), foi maior que os 37% do mês de novembro de 2018, ficando levemente abaixo dos 40% de desvalorização registrada em setembro de 2011. Até agora, o pior mês da história do bitcoin.

A moeda teve um mês complicado em decorrência de várias noticias negativas em especial sobre impacto ambiental e regulação. A notícia de que a Tesla não aceitaria mais o bitcoin como pagamento, passando pelos anúncios regulatórios da China, o bitcoin despencou de 58.200 dólares para pouco menos de 30 mil dólares em somente oito dias, até 19 de maio.  Desde então, o preço vem “andando de lado”.

Futuro do Bitcoin 

A empresa de análise do blockchain Gassnode, justifica que esta queda no preço da moeda é decorrente principalmente da venda de posições de novos investidores, que compraram bitcoin no primeiro trimestre deste ano, quando ele atingiu seu preço recorde de 64 mil dólares, e, ao se depararem com a queda, liquidaram suas posições. 

O head de Digital Assets do BTG Pactual, André Portilho, avalia que o mercado de derivativos contribuiu de forma relevante para a queda da moeda.

“O mercado veio em uma sequência de alta muito forte desde abril do ano passado, estava muito alavancado. Um fluxo de notícias com um viés negativo durante as últimas semanas do mês passado fez com que o mercado sofresse uma correção, que foi potencializada pelo acionamento de stops e liquidações de grandes posições. Movimentos como esse são normais quando o mercado está muito alavancado”.

Porém, tanto André quanto outros analistas, afirmam que os investidores de longo prazo e institucionais não pararam de comprar bitcoin mesmo em meio as quedas registradas recentemente.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.