VITóRIA DA CONQUISTA, BA — Com o corte de 39% do orçamento, reitora da UFRJ afirma ser impossível retomar as aulas presenciais em 2021. As instituições federais vêm sofrendo com cortes desde 2012.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro foi a primeira, entre as instituições federais que tiveram cortes de verbas, a manifestar a impossibilidade de continuar suas atividades com o orçamento aprovado.
Agora, mais uma vez, o corte de 39% previsto para esse ano fez com que a reitora Denise Pires de Carvalho viesse a público comentar os seus impactos.
UFRJ volta às aulas em 2021?
De acordo com a reitora, a universidade conta hoje com um plano para retomar as atividades presenciais, elaborado a pedido do Ministério da Educação
Um plano mais “simples” previa que apenas os formandos fossem atendidos presencialmente nesse momento, o que cortaria cerca de R$ 13 milhões. No entanto, a UFRJ não possui verba para isso.
Falta até mesmo verba para ações contra a covid-19 em centros de pesquisa e hospitais universitários.
“A secretaria de ensino superior do MEC tem estado muito próxima das universidades. Eles solicitaram os projetos e receberam, com notas técnicas detalhando a necessidade de orçamento. Tudo isso o MEC tentou junto ao Ministério da Economia, que vem negando”, afirma a instituição.
Corte de verbas na UFRJ inviabiliza a volta as aulas
Em tempos de pandemia não dá para simplesmente abrir as portas da instituição e receber os estudantes, é necessária uma preparação.
Para isso, existe o investimento de dinheiro, que a UFRJ não tem no momento, por conta dos sucessivos cortes.
Pelo plano elaborado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, seria necessária a compra de EPI’s, investimento em testagens constantes do estudantes e professores, entre outras questões. Inclusive, o plano previa a compra de insumos para a produção do álcool gel próprio da instituição.
Extraindo esses investimentos, ainda existirão os custos com contas de água e luz que tendem a aumentar com a circulação de estudantes pelo Campus.
Se o corte no orçamento não for revisto e os valores contingenciados liberados, a UFRJ vai até mesmo deixar de atender aos pacientes com Covid-19.
“É possível que tenhamos de parar testes moleculares e fechar leitos de covid, uma atuação que não é o básico da universidade, mas fundamental no momento”, diz a reitora Denise Pires de Carvalho.
Fique bem informado, acompanhe a editoria de carreiras do FDR.