Gil do Vigor protagoniza campanha sobre Open Banking; como sistema funciona?

Pontos-chave
  • Instituições financeiras têm promovido o Open Banking aos clientes;
  • O compartilhamento de dados acontecerá mediante consentimento do correntista;
  • A implantação do Open Banking está dividida em fases.

Gil do Vigor, do BBB 21, estreou como garoto-propaganda de um comercial do banco Santander. Na campanha publicitária, Gilberto Nogueira comenta sobre o novo sistema Open Banking. Lançado pelo Banco Central, o Open Banking tem a proposta de trazer inovação ao sistema financeiro.

Gil do Vigor protagoniza campanha sobre Open Banking; como sistema funciona?
Gil do Vigor protagoniza campanha sobre Open Banking; como sistema funciona? (Imagem: Reprodução/YouTube)

Na campanha publicitária, o economista afirma que o Open Banking “é fácil, é transparente, é liberdade para você deixar o seu dinheiro com quem te oferecer as melhores condições”.

A propaganda foi veiculada na TV Globo, durante o intervalo comercial do Fantástico neste domingo (23). A campanha teve a duração de 45 segundos.

O comercial do banco Santander sobre o Open Banking também foi divulgado nas redes sociais.

Instituições financeiras se movimentam para a implantação do Open Banking

Como forma de garantir maior adesão dos clientes ao Open Banking, diversas instituições financeiras têm anunciado medidas. Nesta semana, o Banco PAN, por exemplo, anunciou a antecipação da segunda fase do sistema — prevista para valer a partir de julho deste ano.

Em parceria com o Guiabolso, o PAN já poderá buscar dados dos clientes que permitirem o compartilhamento de dados. Dessa forma, será possível oferecer produtos e serviços personalizados.

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Há duas semanas, o Sicredi oficializou a entrada no Open Banking e lançou um portal para orientar sobre o tema. Esta instituição financeira decidiu voluntariamente participar de todas as fases da implementação. Com isso, os associados poderão ter acesso a todos os benefícios.

Funcionamento do Open Banking

O Open Banking, ou sistema financeiro aberto, é a possibilidade de clientes de produtos financeiros autorizarem o compartilhamento de suas informações pessoais entre diferentes instituições.

Este sistema ainda possibilita a movimentação das contas bancárias por meio de diferentes plataformas — e não somente pelo aplicativo do respectivo banco.

Atualmente, uma instituição financeira não tem acesso ao relacionamento do cliente com outra. Consequentemente, possui mais dificuldades de competir com melhores serviços.

Já com o Open Banking, mediante a permissão do correntista, as instituições podem se conectar diretamente às plataformas de outras instituições participantes. Com isso, será possível acessar precisamente os dados autorizados pelos clientes.

A permissão poderá ser cancelada pelo cliente a qualquer momento. Todo o processo ocorre em um ambiente seguro. Cabe destacar que a atuação do Open Banking está de acordo com a implantação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) dentro do sistema financeiro.

Apenas as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central podem participar do ecossistema do Open Banking. No universo de instituições, há os participantes obrigatórios e voluntários. Os maiores bancos são participantes obrigatórios.

Os princípios para o Open Banking foram definidos pelo Banco Central
Os princípios para o Open Banking foram definidos pelo Banco Central (Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Benefícios do Open Banking

Por meio do aceso aos dados dos usuários, o BC afirma que as instituições financeiras poderão realizar ofertas de produtos e serviços para clientes de seus concorrentes. O consumidor poderá obter tarifas mais baixas e condições mais vantajosas.

A autoridade monetária alega que os clientes terão melhor experiência no uso de produtos e serviços financeiros. As instituições participantes ainda poderão ofertar soluções que facilitam o controle das vidas financeiras.

Quem possui, por exemplo, mais de uma conta bancária ou possui conta em um banco e empréstimo em outro, terá como ver todas as informações em um único local.

Integração gradual

A primeira fase do Open Banking teve início em fevereiro deste ano. As instituições participantes dos segmentos S1 e S1 disponibilizam ao público informações sobre os canais de atendimento e características de produtos e serviços bancários tradicionais ofertados.

Nesta fase, não há o compartilhamento de dados dos clientes. Segundo o diretor de Regulação do BC, Otávio Damaso, o público-alvo dessa etapa são as instituições financeiras ou de pagamento, desenvolvedores, fintechs e acadêmicos.

Na segunda fase, prevista para acontecer em julho, os clientes poderão autorizar o compartilhamento dos seus cadastros e de informações sobre transações financeiras com outras instituições.

Na terceira fase, programada para agosto, será possível o compartilhamento de proposta de operação de crédito e da iniciação de pagamentos. Damaso destaca que, neste momento, há uma junção do Open Banking com o Pix.

Já na quarta e última fase, os produtos e serviços financeiros — como seguros, previdência e investimentos — serão integrados na infraestrutura do Open Banking.

O diretor de regulação do BC destacou que o sistema estará plenamente funcional, com as quatro fases implantadas, em dezembro deste ano.

Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do FDR produzindo conteúdo sobre economia.