- Os títulos de renda fixa oferecem menos riscos;
- Os títulos de renda variável podem ter melhores rendimentos;
- As aplicações podem ser feitas em instituições financeiras que oferecem as opções desejadas.
MOGI DAS CRUZES, SP — No mercado financeiro, há diversas opções disponíveis de investimento. Para quem ainda está em busca de mais conhecimentos sobre as formas de aplicações, um passo importante é entender a diferença entre os investimentos em renda variável e fixa. Entenda, a seguir, o funcionamento destas modalidades.
Renda Variável
Nos investimentos em títulos de renda variável, o investidor não sabe, previamente, qual será a rentabilidade da aplicação. Apesar disso, caso a escolha tenha resultados positivos, o retorno poderá ser maior do que o obtido em investimentos de renda fixa.
A possibilidade de perda não acontece somente do não pagamento pelo devedor, ou a empresa em que houve o investimento. A perda também pode acontecer em caso de a rentabilidade ser menor que a taxa de juros disponibilizada por aplicações de renda fixa.
De forma geral, esta modalidade é recomendada para prazos mais longos. Estes investimentos ainda são indicados para quem possui mais tolerância às variações de preço dos títulos.
Como forma de diminuir o risco, a diversificação da carteira — a cesta de ativos dentro de uma mesma estrutura — pode ser implementada pelo investidor. Como exemplo de investimentos em renda variável, estão as ações, fundos de ações e clubes de investimento.
Como investir em renda variável?
Antes de iniciar as operações, o interessado deve estudar amplamente a modalidade. Dessa forma, a pessoa estará mais preparada para as situações que possa enfrentar.
Para iniciar a aplicação em um dos produtos de renda variável, o investidor pode utilizar os serviços de corretoras, bancos e plataformas de investimentos que disponibilizam as aplicações.
Por conta dos riscos maiores na renda variável, é recomendável que o investidor tenha uma reserva de emergência.
Renda fixa
Nos investimentos em renda fixa, a remuneração, ou forma de cálculo, é definida previamente. As condições — como as cláusulas de recompra, prazos, índices e forma de remuneração — são acertadas com o emissor do título no momento da aplicação.
Ao investir os valores em um título de renda fixa, emitido pelo governo ou por uma empresa privada, há o empréstimo da quantia ao emissor. Como remuneração pelo empréstimo, o investidor recebe o valor, acrescido de jutos pagos.
Apesar de proporcionar mais segurança, ainda há a possibilidade de perda do capital investido, em parte ou no todo. Neste caso, a perda pode ocorrer, por exemplo, quando o emissor do título não cumpre com a obrigação assumida.
Outro risco presente é de a rentabilidade final ser menor do que a presente em outras aplicações com riscos similares. Como exemplo de investimentos, estão a Caderneta de Poupança, Fundos DI, Fundos de Renda Fixa, CDBs e debêntures, entre outros.
Como investir em renda fixa?
Da mesma forma, é importante que o interessado em investir nessa modalidade estude amplamente o tema. Para realizar a aplicação, diversas instituições financeiras emitem títulos de renda fixa.
As instituições menores podem oferecer melhores rentabilidades, mas o interessado deve se atentar aos possíveis riscos, de forma a evitar problemas futuros. Uma reserva de emergência também é recomendável para quem pessoa em aplicar o dinheiro em renda fixa.
Principais diferenças entre renda variável e fixa
Conforme visto, a renda fixa possui regras de rendimento definidas previamente. No momento da aplicação, a pessoa já sabe o prazo e a taxa de rendimento ou o índice que será usado para a valorização do dinheiro.
Já no caso da renda variável, a pessoa pode perder parte ou todo o dinheiro investido inicialmente. A renda fixa conta com mais garantias de que esta perda não aconteça. Cabe destacar que, mesmo oferecendo menos risco, o investidor de renda fixa ainda pode sofrer perdas.
Por outro lado, a renda variável pode garantir mais rendimento, caso a aplicação dê certo ao longo do tempo. Porém, se a renda variável resultar em perdas, a renda fixa tende a ser a opção mais vantajosa.