O que significa a alta da Selic para 2,75%? Entenda reflexos no seu bolso

Nesta quarta-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central definiu, em reunião, aumentar a meta da taxa Selic em 0,75 pontos percentuais, de 2% para 2,75%. Este é o primeiro aumento na taxa de juros básica da economia do país em seis anos.

O que significa a alta da Selic para 2,75%? Entenda reflexos no seu bolso
O que significa a alta da Selic para 2,75%? Entenda reflexos no seu bolso (Foto: Google)

A ação não foi uma surpresa: ela já vinha sendo noticiada nos últimos boletim Focus, publicados toda semana com projeções de mercado. Além da inflação se apresentar cada vez mais alta e ficando acima do centro da meta.

Qual é o intuito ao aumentar ou diminuir a taxa Selic?

O aumento da taxa Selic é a contenção da inflação. No cenário em que a economia se encontra enfraquecida, principalmente por causa da pandemia do Covid-19, e de inflação cada vez mais alta.

Ao aumentar a taxa Selic o Banco Central tem como intuito conter essa inflação, por isso a expectativa de um aumento da taxa já estava sendo discutida nas últimas semanas.

Em contrapartida, quando o BC diminuiu a taxa Selic, o intuito era estimular o consumo e aquecer a economia, obtendo assim um aumento da inflação quando ela está abaixo da meta. Nos últimos anos, esse foi o cenário para a taxa Selic. 

É importante lembrar que no ano de 2015, a meta da taxa encontrava-se em 14,25%; em março de 2018, 6,5%; e em agosto de 2020, 2%. 

Quais são as mudanças?

Quando é realizada alguma mudança na taxa Selic, o principal reflexo são nas taxas de juros diversas da economia: taxas de empréstimo, juros imobiliários, de financiamento, do cartão de crédito, etc.

Ao aumentar a principal taxa de juros tem como consequência que todas as outras taxas ficam mais caras. Isso torna o acesso ao crédito mais difícil e desestimula o consumo.

Em contrapartida, o aumento da Selic também aumenta o rendimento oferecido pelos investimentos de renda fixa indexados ao CDI — tornando eles mais atrativos.

O Copom em nota explicou que o cenário internacional demonstra sinais de melhoria devido a “novos estímulos fiscais em alguns países desenvolvidos, unidos ao avanço da implementação dos programas de imunização contra a Covid-19”.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.