Juro básico deve subir a partir de hoje (17) com nova reação do Banco Central; veja impactos

Nesta quarta, 17, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco do Brasil se reúne e pode iniciar o processo de alta do juro básico da economia. A decisão será comunicada após as 18h.

"Juro básico deve subir a partir de hoje (17) com nova reação do Banco Central; veja impactos”
Juro básico deve subir a partir de hoje (17) com nova reação do Banco Central; veja impactos (Imagem: Mediamodifier/Pixabay)

Grande parte dos economistas do mercado financeiro, segundo uma pesquisa realizada pelo Banco Central na última semana, esperam um aumento de 0,5 ponto percentual, para 2,5% ao ano. Mas, existem outros que projetam um crescimento maior, para 2,75% ao ano.

Caso isso se confirme, será o primeiro aumento da taxa Selic desde 2015. O mercado projeta que a taxa continue crescendo, terminando 2020 em 4,5% ao ano e 2021 em 5,5% ao ano.

Segundo economistas, o início do processo de aumento dos juros esta ligado a disparada da inflação dos alimentos, dos combustíveis e do dólar. Juntamente com à tensão política, ao ritmo baixo de vacinação e a dificuldades em frear o aumento de gastos públicos.

Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú, projetou um aumento de 0,5 ponto percentual ao juro básico, para 2,5% ao ano.

“Tal ritmo de alta se justifica diante do aumento recente das incertezas globais e fiscais [relacionadas contas contas públicas], em um contexto de inflação ainda bastante pressionada no curto prazo, especialmente em razão do aumento de preços de ‘commodities’ sem correspondente apreciação cambial e da aceleração da inflação de bens em um cenário de maior utilização da capacidade da indústria, que contribui para maior repasse da alta de preços de insumos”, disse.

Como a decisão da taxa básica de juro é tomada 

O Copom fixa a taxa básica de juros baseada no sistema de metas de inflação, olhando para frente, já que as decisões demoram de seis a nove meses para impactarem plenamente a economia. 

Em 2021, a meta central é de 3,75%, porém o IPCA pode ficar entre 2,25% a 5,25% sem descumprir formalmente a meta. Para o ano que vem, a meta central é de 3,5% e será oficialmente cumprida caso o índice oscile de 2% a 5%.

Pressionado pela alta nos alimentos, o IPCA somou 4,52% no ano passado, ficando acima do centro da meta que era de 4%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância. Esta foi a maior inflação anual desde 2016.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.