Veja planos dos governadores para conter crise e isolar Bolsonaro

Em um cenário de agravamento da pandemia do coronavírus e da falta de medidas eficazes vindas do governo federal, os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal vem isolando o presidente Jair Bolsonaro. E juntos, articulam medidas próprias de combate a doença e suas consequências.

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Veja planos dos governadores para conter crise e isolando Bolsonaro
Veja planos dos governadores para conter crise e isolar Bolsonaro (Imagem: Marcos Corrêa/PR)

Além da criação de um consórcio para a compra da vacina Sputnik V, os chefes dos Executivos estaduais cogitam a possibilidade de contatar diretamente entidades internacionais como a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Tudo como uma forma de assegurar a prioridade ao Brasil no envio de outros imunizantes. 

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Eles também vem articulando a criação de critérios unificados, baseados em indicadores como lotação de leitos de UTI, para adoção de medidas restritivas em cada estado.

Mesmo que em escalas diferentes, o afastamento de Bolsonaro engloba também os tradicionais aliados, como os governadores Cláudio Castro (Rio), Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Júnior (Paraná), que na última semana, assinaram uma carta com críticas o presidente.

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), diz que há diferenças nos posicionamentos pois alguns não querem “se queimar” com Bolsonaro nem ser atacado por sua militância.

Casagrande é um dos que criticam abertamente o presidente e defende um grupo de trabalho de governadores junto ao Congresso que faz o acompanhamento da vacinação. A proposta foi acertada em um encontro com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

O grupo é uma espécie de alternativa para que os governadores participem de tratativas diplomáticas que priorizem o país no envio de vacinas, apesar do plano inicial ser uma negociação via Itamaraty. Um contato direto com a OMS também está nos planos.

“Isso passa pelo nosso horizonte, sim. Mas estamos nos concentrando, neste momento, no diálogo interno. Se o próprio Ministério da Saúde fala que podemos chegar a três mil mortes diárias, esperamos que isso seja acompanhado de atitudes do governo”, explicou Casagrande.

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Foram divulgadas na última semana pelo Fórum de Governadores, duas cartas que mostraram a oscilação no tom e na anuência às críticas ao presidente. A primeira, na segunda passada, teve assinatura de 19 governadores, inclusive a de Ratinho Júnior, Caiado e Castro.

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O documento teceu críticas “a linha da má informação e da promoção do conflito” adotada por Bolsonaro e, referindo-se a uma publicação do presidente nas redes, afirmou que os repasses da União aos estados se tratam de “expresso mandamento constitucional”.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.