Caminhoneiros fecham marginais de SP em protesto contra lockdown

Na manhã de hoje, 5, caminhoneiros realizaram uma manifestação contra as medidas de restrição colocadas pelo governador do Estado de São Paulo, João Dória. Ao menos dois pontos da capital paulista foram interditados pelos trabalhadores. As medidas foram tomadas para tentar conter o avanço da pandemia do coronavírus.

Caminhoneiros fecham marginais em SP em protesto contra lockdown
Caminhoneiros fecham marginais em SP em protesto contra lockdown (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O primeiro local interditado foi o Complexo Viário Heróis de 32, conhecido popularmente como Cebolão, que liga as marginais Tietê e Pinheiros, no sentido Rodovia Castello Branco, na zona oeste de São Paulo. 

Já o segundo é na Avenida Senador Teotônio Vilela, altura do número 8699, região de Parelheiros, zona sul de São Paulo. A Polícia Militar está acompanhado a situação desde o início da manhã.

Segundo os manifestantes, os caminhoneiros reivindicam contra o retrocesso de todo o estado de São Paulo para a fase vermelha. A determinação passa a valer a partir de amanhã, 6. 

O grupo de trabalhadores fecha as faixas sentido Rodovia Castello Branco e autoriza  somente que ambulâncias e carros de profissionais de saúde possam passar.

A Rodovia Castello Branco está com tráfego paralisado no sentido capital, pela pista expressa, na altura do km 13 até o 16, por conta da manifestação na Marginal Tietê.

Manifestantes também foram encontrados no Terminal Varginha, zona sul de São Paulo, porém, a Polícia Militar ainda não foi acionada.

Claudinei Natal Pelegrini, o presidente da Federação dos Caminhoneiros e Transporte Autônomos de Veículos Rodoviários de Estado de São Paulo, afirma que as medidas restritivas impostas pelo governo do estado impactam minimamente os caminhoneiros autônomos.  

O presidente da Federação, diz que os protestos são regionais e organizados por veículos menores, como vans, pick-ups de pequeno porte. “Entendemos que é algo complicado, mas os caminhoneiros vão continuar trabalhando. Eles não podem desabastecer o país.” A Federação comandada por Claudinei reúne 18 sindicatos.

Claudinei diz que das protestos sano oriundos de vans, pickup de entrega. “Eles são mais prejudicados do que nós, nós ainda vamos para os centros de distribuição. São Paulo é local de passagem pra nós, para o Ceasa e os centros de logísticas de empresas.”

Fase Vermelha 

Como forma de tentar frear os crescentes números da pandemia do coronavírus, a partir desde sábado, 6, todo o estado de São Paulo regride para a fase vermelha. Nesta fase, somente os serviços essenciais podem funcionar, como farmácias, postos de gasolina, hospitais e pet shops.

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Paulo Amorim
Paulo Henrique Oliveira é formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo. Atua como redator do portal FDR, onde já cumula vasta experiência e pesquisas, produzindo matérias sobre economia, finanças e investimentos.