Tarifa Social pode ser ampliada nos municípios após solicitação das empresas

No mês de dezembro, a empresa Light, que é distribuidora de energia e atende boa parte da população do Rio de Janeiro, começou um esforço para encontrar 270 mil clientes que podem se beneficiar de subsídios em sua conta. Porém esse grupo não tinha se cadastrado no programa chamado de tarifa social.

Tarifa Social pode ser ampliada nos municípios após solicitação das empresas
Tarifa Social pode ser ampliada nos municípios após solicitação das empresas (Foto: Google)

A estratégia está sendo adotada por outras empresas do setor, que estão intensificando após o começo da pandemia, a procura por consumidores que ainda não optaram pelo programa, por falta de conhecimento ou por conta da perda de renda.

Um dos objetivos é amenizar os riscos de inadimplência ou de ligações clandestinas, que são chamadas de gatos, feitas por clientes que não possuem condições para pagar a tarifa cheia. 

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cerca de 2,1 milhões de clientes se cadastraram no programa até o mês de setembro.

A empresa já possui 459 mil clientes no programa, que concede descontos de até 65% na conta.

Os consumidores que podem solicitar a tarifa social devem estar cadastrados no Cadastro Único do governo federal, e possuir renda per capita familiar de até meio salário mínimo. 

No começo do ano passado, eram pouco mais de 10 milhões de clientes em todo o Brasil, que receberam no ano subsídio de R$ 2,6 bilhões, pagos pela Conta de Consumo Energético (CDE), encargo que é cobrado na conta de consumidores com renda mais alta e empresas.

Neste ano, a previsão é que o subsídio passe de R$ 3,5 bilhões, para 11,3 milhões de famílias.

As quatro distribuidoras que são controladas pela Neoenergia, cadastraram cerca de 551 mil famílias como consumidores de baixa renda, alta de 18% na base desse tipo de clientes de suas distribuidoras (BA, PE, RN, SP e MS).

A Enel teve um aumento de  27% na base de clientes de baixa renda, fazendo um esforço de buscá-los por telefone.

Esse crescimento foi impulsionado pela necessidade de cadastros sociais para que fosse recebido o auxílio do governo, que ampliou a base de brasileiros que poderiam receber e pela isenção que foi concedida na tarifa de baixa renda anunciada pelo governo no mês de abril.

Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Atualmente, é redatora do portal FDR, produzindo pautas sobre economia popular e finanças.