Quatro regras sobre financiamento no Minha Casa Minha Vida que você precisa saber!

Pontos-chave
  • Financiamento pelo Minha Casa Minha Vida permanece válido em 2021;
  • Saiba 4 regras para facilitar a aceitação de seu contrato;
  • Novo programa habitacional não apresenta previsão de implementação.

Solicitações de financiamento pelo Minha Casa Minha Vida podem ser simplificadas. O sonho da casa própria é uma realidade presente na rotina de milhares de brasileiros. No entanto, parte significativa não obtém recursos financeiros o suficiente para custear a aquisição de um imóvel. Para esse grupo, a forma mais fácil é por meio dos programas habitacionais.

Quatro regras sobre financiamento no Minha Casa Minha Vida que você precisa saber! (Imagem: Google)
Quatro regras sobre financiamento no Minha Casa Minha Vida que você precisa saber! (Imagem: Google)
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O Minha Casa Minha Vida está entre os principais programas de assistência do governo federal. Disponível há décadas, o projeto passou por uma série de reformulações e deverá ser adaptado para constituir o Casa Verde e Amarela, novo projeto habitacional do Brasil.

Em ambos os casos, o processo de solicitação do contrato deve ser feito mediante o cumprimento de uma série de exigências. Para os interessados, é preciso comprovar se enquadrar nos critérios de renda, não ter outro imóvel registrado no mesmo nome e também apresentar uma fixa limpa no SPC Serasa.

Apesar de ser uma proposta tradicionalmente já conhecida no mercado, sua concessão tende a passar por uma serie de burocracias que podem dificultar a validação do contrato. No texto abaixo, conheça as principais regras que podem te ajudar a ser um financiado.

Redução dos juros para CLT

Para quem trabalha de carteira assinada, dentro do regime de Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), há algumas vantagens. Esse grupo têm as cobranças de juros reduzidas, mas é preciso estar contratado há ao menos três anos. Nesse caso, há um desconto de 0,5% no valor total do financiamento.

Porém, mesmo sem que o tempo total seja cumprido, os brasileiros CLT conseguem ter acesso ao programa de forma mais fácil, já que apresentam uma garantia de pagamento.

Não se pode esquecer que as taxas pelo MCMV são as menores de todo o mercado e que a cobrança total do imóvel tende a ser menor que os créditos imobiliários ofertados pelas instituições bancárias.

Quatro regras sobre financiamento no Minha Casa Minha Vida que você precisa saber! (Imagem: Google)
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Subsídio maior para habitantes de metrópoles

No caso daqueles que moram em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, entre outras, o contrato é apresentado com uma quantia maior de abatimento. Isso significa dizer que a solicitação pode ser otimizada, porém o valor final do financiamento deve ser mais caro, já que o mercado apresenta uma movimentação financeira maior.

A definição de tais localidades é feita de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os beneficiários da faixa 1,5, por exemplo, podem chegar a um teto de R$ 47.500,00.

Já em cidades do interior, os cálculos são feitos através do número total de sua população. Quanto menor a quantidade de habitantes, mais reduzido será o teto.

Prazo do pagamento é alterado pela faixa do comprador

Essa regra é válida para todos os grupos, independentemente da região onde mora ou tipo de trabalho. Para definir o prazo de pagamento o governo leva em consideração a faixa de renda do solicitante do contrato. Ou seja, quanto mais baixo o seu salário, menor o tempo para quitar a dívida do financiamento.

As faixas de financiamento são divididas da seguinte forma:

  • Faixa 1: renda de até R$ 1.800;
  • Faixa 1,5: renda de até R$ 2.600;
  • Faixa 2: renda de até R$ 4.000;
  • Faixa 3: renda de até R$ 9.000.

Para os segurados da faixa 1 o tempo total de pagamento é de 120 meses, ou seja, 10 anos. Já as demais modalidades podem fazer o financiamento por até 360 meses, ou seja, 30 anos.

Regras para o imóvel

Além das questões de financiamento, o comprador deve ficar atento também as regras de construção do imóvel. As moradias saem por um custo de aproximadamente R$ 90.000 e R$ 240.000.

No que diz respeito a estruturação, elas devem ser construídas em alvenaria. No Casa Verde e Amarela, o governo avalia a possibilidade de permitir reforças. Porém, a regra atual é clara, só poderão ser financiados imóveis do zero.

Por fim, o terreno não pode ter irregularidades, pendência de registro ou discordância de informações.

Eduarda AndradeEduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco e formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.