FGTS e seguro desemprego: como vai funcionar a unificação dos dois pagamentos?

Trabalhadores devem ficar atentos, pois possíveis mudanças podem ser feitas em seus benefícios. Na última semana, fontes administrativas do governo afirmaram estar avaliando a possibilidade de unificar o pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do seguro desemprego. A ideia é criar um tipo de auxílio de proteção social com a finalidade de reduzir a desigualdade no país.

FGTS e seguro desemprego: como vai funcionar a unificação dos dois pagamentos? (Imagem: Reprodução/Google)
FGTS e seguro desemprego: como vai funcionar a unificação dos dois pagamentos? (Imagem: Reprodução/Google)

Nos últimos meses inúmeras foram as propostas que alteraram os benefícios trabalhistas. Com um cenário de crise econômica e pandemia ainda em forte grau, o governo não descarta a possibilidade de realizar manutenções nos pagamentos da população que são de sua responsabilidade.

O FGTS e o seguro desemprego, por exemplo, poderão se unificados segundo uma nova proposta.

A sugestão foi elaborada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo das economias mais industrializadas do planeta.

Em relatório divulgado no último dia 16, afirmou que a desigualdade brasileira poderia ser minimizada caso houvesse uma unificação de renda para os menos favorecidos. Tomando conhecimento dos dados, o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou considerar a implementação.

Como funcionaria a unificação entre o FGTS e o seguro desemprego

A ideia é que houvesse uma fusão entre os benefícios do programa de renda mínima. Toda a população registrada no sistema de proteção social do país passaria a ser contemplados.

Desse modo, o OCDE afirmou que o governo deixaria de contemplar apenas os extremamente pobres, para ampliar sua atuação incluindo demais trabalhadores.

“Os dois esquemas [FGTS e seguro-desemprego] poderiam ser combinados para economizar recursos e reduzir as contribuições e poderiam servir como um mecanismo de recarga individual para uma rede de segurança social universal, de base familiar, em que os benefícios não estão condicionados ao emprego formal”, informou o relatório.

A instituição registrou ainda que entre os efeitos da pandemia, o Brasil registrou um aumento de 40% no índice de trabalhadores informais. Em resposta as afirmações, Bruno Funchal, informou que estará passando o documento para que sua equipe inicie um processo de análise.

É importante discutir novos modelos, que sejam mais eficientes pelo lado do gasto. Isso é relevante e deve entrar na discussão”, declarou.

https://www.youtube.com/watch?v=MtrI6-PnrHk

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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