Governo prepara NOVA rodada de saque emergencial do FGTS em 2021; entenda

Com possibilidade de extensão da pandemia, governo avalia a possibilidade de autorizar novos saques pelo FGTS. Vivenciando o novo coronavírus há cerca de 10 meses, a economia brasileira vem sendo fortemente afetada. Mesmo sob as negações do presidente Jair Bolsonaro, sua equipe está trabalhando na estruturação de novas ações emergenciais.

NOVA rodada de saque emergencial do FGTS ganha força para pagamento em 2021; veja como funcionará (Imagem: Google)
Governo prepara NOVA rodada de saque emergencial do FGTS em 2021; entenda (Imagem: Google)

O covid-19 parece estar longe de ir embora do Brasil. Nas últimas semanas, países como o Reino Unido deram início a campanha de vacinação, mas em solo nacional a situação permanece instável. Prevendo o desdobramento da crise economia, o governo avaliar permitir novos saques no FGTS.

FGTS extra

Tendo em vista que não há mais verba publica para custear ações de contenção do covid-19 no setor econômico, o ministro Paulo Guedes e sua equipe começam a cogitar a possibilidade de novos saques pelo fundo de garantia.

A iniciativa visa realizar uma nova injeção financeira em todo o país, sem gerar custos para a administração pública. Apesar de parecer positiva, analistas fazem alerta afirmando que o governo vem passando sua responsabilidade para o bolso dos brasileiros.

Sendo o FGTS cada vez mais retirado pela população nesse momento de crise, será criado um déficit quanto a renda reservada por meio da jornada de trabalho. A longo prazo, teme-se que a população fique descoberta já que não há uma previsão de restituição desses valores.

A expectativa é que os pagamentos ocorram nos mesmos moldes do atual saque emergencial, podendo a população fazer retiradas com base no salário mínimo a partir de um cronograma estabelecido pela caixa.

Bolsonaro nega a pandemia

Contrapartida, enquanto a equipe econômica elabora estratégias para evitar prejuízos ainda maiores para o PIB nacional, o presidente Jair Bolsonaro segue negando fortemente os efeitos da pandemia.

Recentemente, questionado sobre a vacina, afirmou que não iria injetar o medicamento. Já em outros pronunciamentos o gestor alegou que não há nada grave a temer, que morrer faz parte do plano de vida e que o covid-19 nada mais é do que uma gripezinha.

No entanto, não se pode descartar os efeitos sanitários e econômicos do atual cenário. Os números de desemprego seguem aumentando. O sistema de saúde público cada vez mais superlotado e a população de modo geral temendo a contaminação pelo vírus.

Para 2021 as projeções permanecem negativas, principalmente diante do fim do pagamento do auxílio emergencial.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.