Como funciona um rodízio de energia? Entenda detalhes do sistema que está acontecendo no Amapá

Após passar por um incêndio que danificou seus transformadores elétricos, a região do Amapá permanece com um rodízio de energia falho e insuficiente. Na última semana, todo o estado foi afetado pela falta de distribuição de luz e eletricidade como um todo. Desde então, o governo estadual adotou um esquema de turnos para que cada município tivesse um acesso mínimo de abastecimento.

Como funciona um rodízio de energia? Entenda detalhes do sistema que está acontecendo no Amapá (Imagem: Reprodução/Google)
Como funciona um rodízio de energia? Entenda detalhes do sistema que está acontecendo no Amapá (Imagem: Reprodução/Google)
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O rodízio de energia realizado no Amapá contempla as 13 cidades que ficaram sem acesso ao fornecimento elétrico.

A ideia é que durante horários específicos cada região possa consumir um pouco de energia de modo que não passe por todo o período de manutenção dos distribuidores em apagão.

Até o momento o estado foi dividido em grupos, onde cada categoria precisa contar com até 6h de consumo. No entanto, apenas 65% da capacidade do sistema elétrico foi restabelecido, tendo alguns locais onde a luz se quer não voltou.

Para os hospitais e demais serviços essenciais foi providenciado geradores. Apenas as cidades de Macapá e Santana estão com um fornecimento mantido por 24h.

A escolha dessas localidades levou em consideração o número populacional e facilidade de locomoção entre as cidades vizinhas.

Previsão de retorno

De acordo com a previsão fornecida pelo governo federal e estadual, a região ficará por aproximadamente 15 dias funcionando entre turnos. O tempo foi justificado com a afirmação de que é preciso providenciar outros transformadores para substituir aqueles danificados pelo fogo.

Uma vez em que os equipamentos serão transportados de outros estados será preciso aguardar para a instalação e manutenção. Até lá, os cidadãos continuarão na divisão de 6h com energia e as demais desativados.

Quem trabalha com serviços mais básicos, como venda de produtos, está tentando se desdobrar mesmo sem acesso a maquinas de pagamento. Já no caso de donos de supermercados, há uma esperança de que geradores serão enviados para garantir o abastecimento local.

No que diz respeito aos moradores em seus lares, há quem esteja utilizando a bateria do carro para carregar os celulares e assim obter novas notícias sobre a situação do estado. Até o momento não foram liberadas previsões atualizadas.

Eduarda AndradeEduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco e formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.