Novos cortes na Taxa Selic podem acontecer em 2021; entenda

Atualmente, o Brasil se encontra no menor patamar histórico da Taxa Selic, de 2%. Esta medida do Banco Central permite maior estímulo na atividade nacional em meio à crise existente. O mercado acredita que o valor atual da taxa possa passar por manutenção. No entanto, a Persevera Asset Management entende que a Selic não deve ter alta. Inclusive, pode registrar queda no ano que vem.

Persevera Asset Management acredita que pode haver novos cortes na Taxa Selic em 2021
Persevera Asset Management acredita que pode haver novos cortes na Taxa Selic em 2021 (Imagem: Deedster/Pixabay)

Por conta da instabilidade fiscal em que o Brasil se encontra, a empresa de gestão de recursos Persevera não acredita em aumento da Taca Selic por parte do Banco Central. O diretor de investimentos da empresa, Guilherme Abbud, afirma a o Valor Investe que o maior problema a ser lutado é a estagnação.

“Depois que ficar mais claro que, passado o período atual de recuperação mais forte da atividade, o Brasil vai voltar a patinar, o BC vai ter que mudar o plano de voo. Não vemos um crescimento de mais de 2,5% em 2021 e esperamos uma inflação em torno de 2,5%”, relata.

Impacto da Pandemia

De fato, a pandemia global do covid-19 tem afetado o mundo todo. No Brasil, não foi diferente. Em meio à situação de reação na economia, as instituições buscam alternativas para melhorar a perspectiva nacional.

Quando houve a nona queda da Selic em agosto, o BC citou os resultados da pandemia como crucial para a decisão. “A pandemia da Covid-19 continua provocando a maior retração econômica global desde a Grande Depressão”, aponta em comunicado.

“Nesse contexto, apesar de alguns sinais promissores de retomada da atividade nas principais economias e de alguma moderação na volatilidade dos ativos financeiros, o ambiente para as economias emergentes segue desafiador”, alega.

Perspectiva sobre o Renda Cidadã

Uma das grandes preocupações entre os investidores está questão fiscal no país. O governo atual busca formas de financiamento para o novo programa, o Renda Cidadã. O presidente Bolsonaro demonstra interesse em seguir com mais detalhes do projeto somente após as eleições municipais.

Diante disso, os economistas temem que o teto de gastos sofra rompimento. Por conta do cenário de incerteza da pandemia e da economia nacional, os juros podem pesar na vida da população.

No entanto, Abbud enxerga certa semelhança com momentos anteriores, como no governo de Dilma. Ele entende que o Brasil está seguro de pressões inflacionárias mais intensas por conta do cenário mundial de deflação.

“O Brasil aguenta um pouco mais de desconfiança e de volatilidade porque, do lado do serviço da dívida, muito por conta do trabalho que foi feito nos últimos dias, conseguimos ter taxas de juros menores”, argumenta.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do FDR produzindo conteúdo sobre economia.
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