Selic: Entenda tudo sobre a “taxa mãe” da economia

Seja investidor ou não, você já deve ter ouvido falar da taxa Selic. Os jornais costumam sempre falar sobre as mudanças dessa taxa. Selic é uma sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Mas, você sabe o que ela significa? Saiba que ela tem impacto direto em ações do dia a dia. Confira.

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Conheça mais detalhes sobre a “taxa mãe” da economia, a Selic
Conheça mais detalhes sobre a “taxa mãe” da economia, a Selic (Imagem: Mediamodifier/Pixabay)
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A Selic funciona como uma base para outros juros na economia. Sendo assim, o dinheiro emprestado usado para financiar os estudos, por exemplo, terá como parâmetro essa taxa.

As pessoas, em geral, não possuem acesso a ela, pois ela ocorre no fluxo de compra e venda de títulos do Tesouro Nacional pelas instituições financeiras. Ao comprar os títulos, a instituição receberá o valor mais uma fatia de juros.

Já com relação à taxa do sistema, se refere aos juros oferecidos pelo governo. O valor é determinado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. A cada 45 dias há uma reunião para acordarem sobre o valor.

Atualmente, a taxa está em uma mínima anual histórica — a 2%. Esta foi uma forma que o Banco Central (BC) encontrou para atenuar o impacto da pandemia na sociedade.

O impacto na população

Apesar de parecer distante do cotidiano das pessoas, a Selic tem relação direta com ações comuns da rotina diária. A inflação, que registra a variação do preço dos produtos, tem como base essa taxa. Sendo assim, quando há alta de alimentos, por exemplo, a inflação registra a mudança.

Por ser uma taxa utilizada como base, a Selic impacta em situações rotineiras de empréstimo feito pelas pessoas em instituições financeiras. O movimento de alta ou queda dessas taxas segue em conformidade.

Como forma de conter a alta da inflação, o Banco Central (BC) eleva a taxa Selic. Dessa forma, a população acaba por consumir menos por conta do preço mais alto. Ao ter menos demanda, o preço diminui, como forma de reaquecer o mercado.

Por outro lado, caso seja necessário tornar o consumo maior, acontece a situação inversa. O Banco Central abaixa os juros. Como resultado, há mais empréstimos feitos pelas pessoas para as aquisições.

AvatarSilvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.