Cerca de um milhão de empresas fecham as portas por ano no Brasil, diz IBGE

Durante este ano, o país tem passado por uma de suas maiores crises na história. O impacto da pandemia tem afetado diversos setores, inclusive o de trabalho. No entanto, as empresas já têm demonstrado dificuldade de estabilidade em períodos anteriores ao atual. De acordo com o IBGE, houve 762,9 mil companhias fechando as portas em 2018.

IBGE divulgou estudo em que mostra balanço negativo das empresas em 2018
IBGE divulgou estudo em que mostra balanço negativo das empresas em 2018 (Imagem: bongkarn thanyakij/Pexels)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou esta quinta-feira (22) o Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo. Nesta pesquisa, foi apontado que o saldo, entre aberturas e fechamentos, ficou em menos 64,9 mil no ano de 2018.

De forma precisa, o registro foi de 697,1 mil companhias abrindo o negócio, enquanto outras 762,9 mil encerraram as atividades. Já com relação ao balanço de 2013 a 2018, o número de perda esteve em 382 mil instituições empresariais.

Empresas ativas em 2018

Conforme as contas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), havia 4,4 milhões de empresas ativas no período de 2018. Por meio delas, 38,7 milhões de pessoas tiravam sustento.

Desse número total, 3,7 milhões das empresas já estavam em funcionamento em 2017. A taxa de sobrevivência era de 84,1%. Consequentemente, as 15,9% restantes foram fechadas. No balanço entre as companhias que abriram e as que encerraram as atividades, a taxa de saída foi de 17,4%.

O gerente do estudo, Thiego Gonçalves Ferreira, afirmou que “o comportamento de saída e entrada de empresas tem relação direta com a atividade econômica do país”.

“Só em 2014, 218 mil fecharam as portas. Nos anos seguintes, esse movimento continuou, mas num patamar menor, refletindo a atividade econômica do período, que vem sendo fraca desde então”, complementa.

Outro dado a se considerar foi que o levantamento indicou aumento na quantidade de pessoas ocupadas assalariadas. A alta foi de 1,3% —equivalente a 419,8 mil.

As empresas sobreviventes, na transição entre os anos, empregaram 97,3% desses trabalhadores. Dessa total, 60,8% eram homens e 39,2% eram mulheres. A taxa de pessoas com ensino superior foi de 15,2%.

Vale ressaltar que o estudo considerou somente as atividades empresariais. Os órgãos da administração pública, Microempreendedores Individuais (MEIs), as organizações internacionais que atuam no país e entidades sem fins lucrativos.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do FDR produzindo conteúdo sobre economia.
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