IPCA cresce mais que o projetado no mês de setembro e atinge maior resultado desde 2003 para o mês

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontou que a inflação no país teve alta de 0,64% no mês de setembro. No mês anterior, em agosto, valor tinha sido subido em 0,24%. O crescimento mais recente representa a maior alta em um mês de setembro desde 2003. A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) durante a manhã de hoje (9).

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IPCA registra alta na inflaçao de 0,64% em setembro, maior que o esperado por especialistas
IPCA registra alta na inflaçao de 0,64% em setembro, maior que o esperado por especialistas (Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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O Valor Data havia feito uma projeção com consultorias e instituições financeiras. A mediana esperada era de alta em 0,54% para setembro. Sendo assim, o resultado oficial foi 0,10% acima do esperado.

Ao levar em consideração a inflação acumulada desde janeiro deste ano, o IPCA registrou aumento de 1,34%. Já na soma dos últimos 12 meses, o valor foi de 3,14%. Na comparação dos últimos 12 meses com o mesmo período anterior, houve subida de 2,44%.

Este índice calcula, mensalmente, a variação do custo de vida médio de famílias de regiões metropolitanas que recebem de 1 a 40 salários mínimos. A avaliação é dividida em nove grupos, que são: alimentação e bebidas, artigos de residência, comunicação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuário.

Alimentação e bebidas tiveram maior alta

De acordo com os dados, o grupo alimentação e bebidas registraram aumento de 2,28%, sendo o maior no IPCA. Em agosto, a variação tinha sido de 0,78%. Os alimentos para consumo no domicílio teve aumento de 2,89%. Os alimentos que tiveram grande impacto no resultado foi o óleo de soja (27,54%) e o arroz (17,98%).

Pedro Kislanov, gerente da pesquisa, alegou que os motivos do aumento nos preços do óleo e arroz foram por conta da maior demanda interna e alta do dólar. “O câmbio num patamar mais elevado estimula as exportações. Quando se exporta mais, reduz os produtos para o mercado doméstico e, com isso, temos uma alta nos preços“, afirma.

“Outro fator é demanda interna elevada, que por conta dos programas de auxílio do governo, como o auxílio emergencial, tem ajudado a manter os preços num patamar elevado. No caso do grão de soja, temos ainda forte demanda da indústria de biodiesel”, prossegue, em nota.

Além do óleo de soja e arroz, outros alimentos bastante consumidos tiveram alta. Os alimentos foram o tomate (11,72%) e o leite longa vida (6,01%). Com relação aos que tiveram o valor reduzido, estão a cebola (-11,80%), a batata-inglesa (-6,30%), o alho (-4,54%) e as frutas (-1,59%).

AvatarSilvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.