Produção industrial registra crescimento abaixo da expectativa em agosto

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (2), que a produção industrial teve avanço de 3,2% no mês de agosto. Esta foi o quarto aumento consecutivo. No entanto, o crescimento não foi capaz de eliminar a queda considerável no período de março e abril deste ano, que teve redução de 27%. O motivo da diminuição anterior foi devido à pandemia do Covid-19.

Produção industrial registra crescimento de 2,7%, porém abaixo da expectativa de especialistas em agosto
Produção industrial registra crescimento de 2,7%, porém abaixo da expectativa de especialistas em agosto (Imagem: Fabio Braga/Folhapress)

O crescimento da atividade industrial apresentou resultado positivo nas principais categorias econômicas. 16 dos 26 ramos pesquisados registraram alta. No entanto, ao levar em consideração o mês de agosto deste ano com o mesmo período de 2019, houve recuo de 2,7%. A perda anual foi de 8,6% e em doze meses foi de 5,7%.

Apesar da avaliação positiva de 3,2%, a projeção feita por consultorias e instituições financeiras ao Valor Data foi de  alta de 4%. As estimativas estavam entre resultados com aumentos entre 1,3% e 7%.

Os resultados

O melhor resultado no período de agosto foi a atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias, com aumento de 19,2% em comparação com julho. Um grande motivo para o crescimento foi o retorno das atividades após a paralização decorrente da pandemia.

Além dos veículos automotores, a atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis aumentaram em 3,9%. As de indústrias extrativas registraram crescimento de 2,6%, de produtos de borracha e de material plástico tiveram alta em 5,8%.

A atividade de couro, artigos para viagem e calçados aumentou 14,9%, de produtos de minerais não-metálicos subiu 4,9%, de produtos alimentícios em 1,0%, de confecção de artigos do vestuário e acessórios foi para 11,5%, de metalurgia em 3,2%, de produtos têxteis cresceu 9,1% e de produtos de metal registrou 3,1% a mais.

Por outro lado, os ramos com os principais resultados negativos foram o de produtos farmoquímicos e farmacêuticos com -9,7%, de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal com registro de -9,7%, outros produtos químicos em -1,8% e de bebidas com resultado de -2,5%.

Com relação às categorias econômicas, a de bens de consumos duráveis tiveram os melhores resultados em relação a julho deste ano. A alta foi de 18,5%, sendo o quarto aumento consecutivo na produção.

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Silvio Souza
Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Desde 2019 dedica-se à redação do portal FDR, onde tem acumulado experiência e vasto conhecimento na área ligada a economia, finanças e investimentos. Além disso, Silvio produz análises sobre produtos e serviços financeiros, sempre prezando pela imparcialidade e informações confiáveis.