PIB: Estimativa do Citi cai para 3% e rompimento do teto de gastos é tido como motivo

O Citi reduziu suas expectativas referente ao crescimento da economia brasileira em 2021 de 3,5% para 3%, dizendo esperar que o teto de gastos seja ultrapassado no próximo ano. Saiba mais.

publicidade
PIB: Estimativa do Citi cai para 3% e rompimento do teto de gastos é tido como motivo
PIB: Estimativa do Citi cai para 3% e rompimento do teto de gastos é tido como motivo (Imagem: Google)
publicidade

De acordo com os economistas Leonardo Porto e Paulo Lopes, os riscos fiscais ainda estão aumentando. “Para nós, uma política fiscal mais folgada será mais do que compensada.

Por efeitos de ‘crowding out’ na demanda privada, à medida que o país se aproxima de um cenário de insustentabilidade da dívida pública.”

Os investimentos (6,2%) e o consumo privado (3,5%) são os principais responsáveis pela ampliação que foi projetada em 2021.

A equipe conseguiu manter a previsão de um déficit primário de R$948 bilhões (13,7% do PIB) em 2020, com a dívida pública bruta aumentando para 97,5% do PIB (ante 75,8% em 2019). “Para 2021, acreditamos que um aumento nos gastos públicos provavelmente ocorrerá antes (fim de 2020/início de 2021) da aprovação das reformas”, disseram.

Por conta disso, os economistas dizem esperar agora que os gastos públicos ultrapassem o limite imposto pelo teto no próximo ano em 1% do PIB, levando o déficit primário para 4,7% do PIB e a dívida pública bruta para 100,4% do PIB no fim do ano.

Os reflexos de uma política fiscal nos preços ativos

Os reflexos de uma política fiscal mais frouxa sobre os preços dos ativos dependem, de acordo com eles, dos seguintes fatores: caso o teto seja formalmente flexibilizado, o tamanho do desvio, quão transitória ou permanente será a violação e se o aumento dos gastos será financiado por aumento de impostos, o que iria limitar os impactos na dívida.

As melhores condições globais continuam mitigando o impacto negativo dos riscos fiscais sobre os ativos domésticos, dizem os economistas.

A equipe também ajustou suas expectativas para a inflação de curto prazo (2,2% em 2020 e 3,4% em 2021). “Até agora, mantemos nossa visão de que a taxa Selic permanecerá em 2% até o final de 2021, mas sua manutenção por um tempo prolongado depende muito da preservação de um regime fiscal sólido”, disseram.

Giovanna FreitasGiovanna Freitas
Giovanna Freitas é graduanda na Universidade Anhembi Morumbi (UAM), atualmente é redatora do portal FDR produzindo pautas sobre finanças.