Programadores e profissionais de TI são principais buscas do mercado na pandemia

Pandemia do novo coronavírus amplifica busca por profissionais de TI. Com a necessidade de trabalhar exclusivamente pela internet, muitas empresas precisaram desenvolver do zero ou então reformular sua atuação no mercado digital. Para isso, o primeiro passo a se fazer foi buscar por pessoas que entendam de programação e computação. Somente entre abril e março desse ano, registrou-se um aumento de 55% de vagas para programadores de web.

Programadores e profissionais de TI são principais buscas do mercado na pandemia (Imagem: Google)
Programadores e profissionais de TI são principais buscas do mercado na pandemia (Imagem: Google)

O isolamento social fez com que muitas marcas fechassem suas portas físicas e migrassem para as plataformas digitais.

Além de vender determinado serviço ou produto, as empresas precisaram também administrar toda a equipe tendo em vista a realização do home office. Dessa forma, a participação dos profissionais de TI passou a crescer mais que o dobro em comparação com 2019.

De acordo com um levantamento realizado pela Catho, entre os meses de março e agosto de 2020 os trabalhadores especializados em tecnologia ganharam mais espaço no mercado. Houve uma busca maior nas mais diversas áreas, sendo estas:

  • Programador ADVPL: +157%
  • C#: +144%
  • Web Developer: +107%
  • Programador JavaScript: +36%
  • Programador de Python: +17%

Débora Ribeiro, especialista em recrutamento da Robert Half, explicou que haviam muitas marcas que não tinham feito investimento algum em plataformas digitais.

No entanto, com a necessidade do home office e impedimento de vendas presenciais, a migração deixou de ser uma opção e se tornou a única alternativa encontrada para manter as portas abertas.

Segundo a especialista, a maioria dos serviços de TI buscados tinham a ver com a digitalização de documentos, uso de nuvem para acesso de dados, suporte ao home office, manutenção de hardwares e softwares, acesso a servidores e otimização dos meios de atendimento ao cliente.

Com a pandemia, e a maior parte das pessoas trabalhando de casa, o investimento foi mais do que necessário“, disse Débora.

Mercado não contém mão de obra necessária

Apesar de tamanhas oportunidades, um levantamento da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) mostrou que os profissionais da área de TI ainda não ocupam grandes espaços tendo em vista a falta de mão de obra qualificada.

Atualmente há cerca de 46 mil profissionais com perfil tecnológico sendo formados por ano.

Luana Castro, gerente de TI da Michael Page e Page Personnel, acredita que para os próximos anos esse número deverá aumentar luma vez em que as marcas passaram a ver a real necessidade do setor.

“Isso porque as empresas passaram a enxergar a real importância dos investimentos na área de tecnologia além da necessidade de uma plataforma, seja ela Web ou Mobile, cada vez mais moderna, integrada e de melhor usabilidade”, afirmou.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.