A gestão do atual presidente da república brasileira, Jair Messias Bolsonaro, percebeu um aumento significativo na popularidade do presidente após a criação e pagamento do auxílio emergencial. Com isso, há uma grande preocupação em manter essa marca e no que pode acontecer no término da ajuda financeira.

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SEM auxílio emergencial, popularidade de Bolsonaro corre risco de cair
SEM auxílio emergencial popularidade de Bolsonaro corre risco de cair (Imagem: Reprodução/Google)
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O auxílio emergencial foi criado em março, pela gestão do atual presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, após o início das restrições sociais devido à pandemia. As parcelas de R$600 começaram a serem pagas a partir de abril.

O objetivo é ajudar a população brasileira mais carente a enfrentar a pandemia. Por esse motivo, o benefício é para os trabalhadores informais, desempregados, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e beneficiários do Bolsa Família.

Foi determinado em março que seriam pagas três parcelas de R$600, porém devido ao aumento de casos de Covid-19 no país e a continuação do isolamento social, o pagamento foi prorrogado para mais dois meses, chegando ao mês de agosto.

No dia 1º de setembro, o presidente da república anunciou mais uma prorrogação de quatro meses, ou seja, até dezembro, porém com o valor reduzido das parcelas para R$300. Além disso, informou Bolsonaro, que não será mais possível realizar novos cadastros.

De acordo com a oposição, as prorrogações estão ligadas ao aumento da popularidade da gestão diante dos brasileiros, por esse motivo, o presidente tinha como objetivo pagar o benefício até dezembro e, após essa data, começar a pagar o Renda Brasil.

O novo programa social do governo Bolsonaro tem a intenção de substituir o Bolsa Família criado em 2003 durante a gestão petista. Dessa forma, seria mais uma marca para o governo, assim como a troca do Minha Casa Minha Vida pelo Casa Verde e Amarela.

O problema é que ontem, terça-feira (15), Bolsonaro anunciou em um vídeo divulgado em suas redes sociais que “Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final.”

Dessa maneira, a popularidade conquistada em 2020, de 32% para 37%, pode cair após o fim do auxílio emergencial marcado para janeiro.

Essa não é a primeira vez que o novo programa passa por problemas devido à desaprovação do presidente as propostas estudadas pela equipe econômica para criar espaço no orçamento para pagar o Renda Brasil.

Bolsonaro já tinha criticado a ideia de retirar o abono salarial dos trabalhadores e demostrou irritação ao ser vazado informações sobre um possível congelamento das aposentadorias e cortes nos benefícios sociais de idosos e deficientes.

Gláucia Alves, formada em Letras-Inglês pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Foi professora por 7 anos. Esse ano começou a trabalhar como redatora e como corretora de redação. Atualmente, trabalha na equipe do portal FDR e realiza consultoria de redação on-line.