Projetado para substituir o Minha Casa, Minha Vida, o Programa Casa Verde e Amarela, do governo de Jair Bolsonaro, espera atender até 1,6 milhão de famílias. Com o objetivo de renegociar dívidas e promover o tão famoso “sonho da casa própria” de milhares de famílias brasileiras, o programa de habitação social se molda para atender novos públicos. A estratégia gira em torno de uma redução nos juros cobrados para que o poder de compra dos consumidos seja elevado.

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Casa Verde e Amarela vai beneficiar 1,6 milhão de novos inscritos
Casa Verde e Amarela vai beneficiar 1,6 milhão de novos inscritos (Imagem: Reprodução/Google)
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Diferente do Minha Casa Minha Vida, este novo programa passa por reajustes para contemplar as famílias com renda até R$ 2,6 mil, de forma que possam dispor de um corte nos juros de até 0,25 ponto percentual. Enquanto famílias com renda em até R$ 4 mil, terão um corte de 0,5 ponto percentual.

Com a inserção do programa, o governo federal espera que 350 mil novos empreendimentos sejam subsidiados até 2024, ação capaz de gerar mais de 400 mil empregos no setor de construção e imobiliário.

Além da baixa nos juros, outra novidade do projeto é o processo de regularização fundiária, que vem para promover a melhoria em mais de 2 milhões de moradias já construídas, já que algumas carecem de serviços básicos, como implementação de banheiro. Essas famílias receberão um auxílio do governo para que esse projeto seja feito.

No Maranhão, o presidente da Dimensão Engenharia, Antônio Barbosa de Alencar, vê o programa Casa Verde e Amarela com bons olhos. Ele afirma que é um “bom momento para investimentos, já que o setor [imobiliário] volta a crescer”.

No discurso de lançamento do programa, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, frisou que as regiões Norte e Nordeste, por possuírem o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), terão um tratamento diferenciado no Casa Verde e Amarela.

Vale ressaltar que para ser beneficiado pelo programa é preciso se enquadrar nos princípios de renda estipulados pelo governo.

Ao contrário do programa Minha Casa Minha Vida, onde as avaliações eram realizadas conforme o salário das famílias, o novo programa de Bolsonaro fará a avaliação em grupos.

Isabela Veríssimo é jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) com passagens por redações, desde 2016, como o Diario de Pernambuco, Jornal do Commercio e Rede Globo. Atualmente dedica-se à redação de economia do portal FDR.