O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do Banco Central (BC) cresceu 2,15% em julho na comparação mensal, segundo resultado divulgado nesta segunda-feira (14). Porém, o resultado foi menor do que o projetado pelos economistas.

publicidade
PIB do Banco Central cresce 2,15% em julho e resultado é menor que o projetado por economistas
PIB do Banco Central cresce 2,15% em julho e resultado é menor que o projetado por economistas (Imagem: Reprodução/Google)
publicidade

Em julho, a economia brasileira apontou um crescimento pelo terceiro mês seguido Mesmo com números positivos, a expectativa era de uma alta de pelo menos 3,40%, após atingir uma alta de 5,32% no mês de junho.

Os resultados do IBC-Br são reflexos dos efeitos causados pela pandemia, que foram sentidos com uma força maior na economia nos meses de março e abril. De maio para cá, os números apresentaram uma pequena reação.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, servindo para medição da evolução econômica. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é quem divulga o resultado oficial. No 2º trimestre de 2020 o PIB brasileiro caiu 9,7% comparado aos 3 primeiros meses do ano.

De acordo com a instituição, o índice de atividade econômica do Banco Central registrou uma queda de 5,77% sem ajuste sazonal, no acumulado dos sete primeiros anos de 2020. Já em uma comparação de 12 meses até julho de 2020, os números do Banco Central apontam uma queda de 2,90% na prévia do PIB, sem ajuste sazonal.

IBC-Br x PIB

Como falamos acima, os resultados divulgados do Índice de Atividade Econômica do Banco Centrar (IBC-Br) são considerados uma “prévia do Produto Interno Bruto (PIB)”. Com isso, os resultados nem sempre ficam próximos dos oficiais.

O cálculo do Banco Central considera as estimativas para a agropecuária, indústria e o setor de serviços, além dos impostos. A definição da taxa básica de juros (Selic) do Brasil tem o IBC-Br como uma das ferramentas utilizadas pelo Banco Central. Com isso, com o crescimento da economia sendo menor, na teoria haveria menos pressão inflacionária.

Em comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central apontou cautela na análise de novos cortes de juros. A taxa básica de juros (Selic) está, atualmente, em 2% ano.

Guilherme Moreira é formado em Criação e Produção Audiovisual pelo CBM (Centro Universitário Barão de Mauá). Atuou como roteirista, produtor e editor do SBT interior e na redação de blogs e sites informativos. Atualmente, trabalha como social media e redator do portal FDR.