A Nvidia Corp., fabricante de chips americana, está próxima de concretizar a compra da Arm Holdings do conglomerado japonês SoftBank Group Corp. por mais de US$ 40 bilhões, de acordo com os jornais The Wall Street Journal e Financial Times.

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A Nvídia Corp. está próxima de concretizar a compra da Arm Holdings por mais de US$ 40 bilhões
A Nvídia Corp. está próxima de concretizar a compra da Arm Holdings por mais de US$ 40 bilhões (Imagem: Reprodução/Google)
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Para realizar a compra total, a operação deve acontecer pelo pagamento em dinheiro e ações, fazendo que com o SoftBank se torne o maior acionista da Nvidia.

Há quatro anos, a SoftBank havia adquirido a Arm Holding por US$32 bilhões. Caso essa nova transação seja concluída, a SoftBank passaria a ter entre 6,7% e 8,1% das ações em circulação da Nvidia.

Vale lembrar que o investimento no negócio ainda dependerá de aprovação regulatória por alguns países, podendo demorar meses o processo.

De acordo com a Reuters, a motivação de compra se deve pelo desejo de implantar a inteligência artificial em dispositivos distintos. Esta se tornaria a maior negociação da história do segmento de semicondutores.

Neste ano, a Nvidia cresceu mais de 100% em ações, com avaliação de mercado no valor de US$ 300 bilhões. Atualmente, a Nvidia é a fabricante de chips mais valiosa do mundo, recentemente ultrapassando a Intel.

Oposição ao negócio

Apesar da negociação de impacto global, a compra pode sofrer aposição de concorrentes e políticos preocupados com o domínio estrangeiro no Reino Unido, por exemplo, de acordo com o jornal The Guardian. Segundo o cofundador da Arm, Hermann Hauser, esse controle seria um “desastre absoluto” e que levaria a perda de empregos pelo Reino Unido.

O secretário-geral do sindicato de ciência e tecnologia Prospect, solicitou uma intervenção ao governo sobre o acordo: “Não é tarde demais para o governo adotar uma abordagem mais prática para este acordo e impor algumas condições vinculativas para garantir um futuro estável para a Arm que beneficie todo o país”.

Ele também afirma que: “Se o setor de tecnologia do Reino Unido deve florescer e criar os empregos do futuro aqui na Grã-Bretanha, então precisamos que nossas joias da coroa sejam possuídas e administradas de forma sustentável que priorize o investimento na força de trabalho e em pesquisa e desenvolvimento”.

Silvio Suehiro Souza é formado em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).
Possui experiência em produção textual e, atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.