Unicamp estuda ADIAR prova para indígenas e mudar conteúdo do vestibular

Pandemia do novo coronavírus segue alterando os calendários de vestibulares em todo o país. Na última semana, a Unicamp se reuniu com seu comitê para definir o cronograma das seleções de 2021. Mediante o cenário ainda caótico do covid-19, a coordenação achou mais seguro adiar a terceira edição do vestibular indígena. De acordo com o novo informe, as provas deverão ser realizadas no mês de abril do próximo ano.  

Unicamp estuda ADIAR prova para indígenas e mudar conteúdo do vestibular (Imagem: Google)
Unicamp estuda ADIAR prova para indígenas e mudar conteúdo do vestibular (Imagem: Google)

Com a ausência da vacina contra o covid-19 e a permanência de um cenário de instabilidade e alerta, as universidades e demais centros de estudos estão precisando modificar seus calendários.

Na Unicamp, o vestibular para indígenas, nacionalmente conhecido por proporcionar matrículas para um número significativo de estudantes índios, foi adiado.  

A seleção deveria ocorrer até o fim deste ano. No entanto, com o objetivo de garantir um período de adaptação mais produtivo e seguro, o diretório acadêmico optou por prolongar o calendário. Somente no ano passado, a prova aplicada em dezembro, contou com mais de 1,6 mil inscrições nos mais diversos cursos.  

Unicamp libera documento com novas datas 

Segundo o portal G1, para validar a decisão os representantes da Comissão Assessora de Diversidade Étnico-Racial (Cader), em reunião com a direção da comissão organizadora do vestibular (Comvest), geraram um documento para formalizar a decisão.  

Até que se decidisse um novo calendário, pensou-se também na chance de fazer uma seleção por meio do histórico escola, mas esta foi previamente descartada tendo em vista que há diferenças entre os processos de aprendizado indígena.  

“Considerando que as autoridades sanitárias orientaram para o isolamento social, a não aglomeração e a redução de viagens, devido a pandemia da Covid-19, logo, há impedimentos para locomoção das equipes do vestibular indígena – Unicamp para a realização das provas presenciais, principalmente pela especificidade das condições imunológicas da população indígena”, diz trecho. 

Segundo o diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto, o debate na Comissão Central de Graduação (CCG) serviu não só para definir o vestibular para os indígenas, como também rever todo o cronograma acadêmico.  

Se for acolhida como esperamos, a Câmara Deliberativa da Comvest votará o novo edital. Nesse novo desenho, a expectativa é que as inscrições ocorram no mês de dezembro”, pontuou. 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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