Itaú chega a marca histórica após ultrapassar Bradesco em ranking de valor

Lista de marcas mais valiosas do Brasil é divulgada e o Itaú lidera a colocação. Pela primeira vez na história, o banco Itaú ficou no primeiro lugar do ranking BrandZ Brasil, produzido pelo grupo WPP e pela empresa de pesquisa Kantar. A pesquisa contabiliza todas as marcas nacionais e a partir do seu valor de venda identifica a mais bem avaliada no mercado. Até o ano passado, a vencedora era o Bradesco, porém com as perdas da pandemia acabou sendo rebaixada.  

Itaú chega a marca histórica após ultrapassar Bradesco em ranking de valor (Imagem: Google)
Itaú chega a marca histórica após ultrapassar Bradesco em ranking de valor (Imagem: Google)

De acordo com o levantamento realizado pelo grupo WPP, o Itaú está com uma marca avaliada em aproximadamente US$ 8,2 bilhões. Entre o ano de 2019 e 2020, o banco perdeu apenas 1% de seu lucro.

Já o Bradesco, que assumiu o primeiro lugar no ano passado, registrou uma perda de 34%, fazendo com que se rebaixasse na colocação ficando em terceiro lugar.  

A Skol saiu em destaque, assumindo a segunda posição. Sua marca está com um valor de US$ 6,797 bilhões, de acordo com os levantamentos realizados.

Há ainda empresas do varejo, como a Magalu, que ficou em quarto lugar com um rendimento de US$ 5,111 bilhões. Empresas de alimento, como a Sadia e mais. Veja a lista completa logo abaixo:  

Marcas mais valiosas do Brasil em 2020:  

  • Itaú Unibanco (banco): US$ 8,268 bilhões  
  • Skol (cerveja): US$ 6,797 bilhões  
  • Bradesco (banco): US$ 6,137 bilhões  
  • Magazine Luiza (varejo): US$ 5,111 bilhões  
  • Brahma (cerveja): US$ 3,720 bilhões  
  • Globo (comunicação): US$ 3,295 bilhões  
  • Antarctica (cerveja): US$ 2,558 bilhões  
  • Renner (varejo): US$ 2,273 bilhões  
  • Amil (saúde): US$ 2,050 bilhão  
  • Sadia (consumo): US$ 1,637 bilhão 

Pandemia altera os resultados para os bancos 

De acordo com a Kantar, a seleção desse ano, a nível de instituição bancária, teve resultados variados mediante a batalha para conter os efeitos da pandemia do novo coronavírus.

Segundo a empresa, “o contexto do negócio já estava sendo afetado antes mesmo da pandemia, com o governo diminuindo drasticamente a taxa de juros, e o avanço das fintechs”. 

Dessa forma, nomes como Santander, Banco do Brasil, entre outros, não foram classificados no top 10. Para o próximo ano, espera-se que o resultado se mantenha tendo em vista que o cálculo levará em consideração o cenário de 2020. 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.