Casa Verde e Amarela: Tudo o que vai mudar com o novo financiamento popular

PONTOS CHAVES

  • O governo lançou o Casa Verde e Amarela esta semana;
  • Esse programa substitui o Minha Casa Minha vida criado na gestão petista de Lula;
  • O foco do programa é na regularização dos imóveis de famílias de baixa renda.

O governo de Jair Bolsonaro fez o lançamento do novo programa habitacional do país esta semana, e nomeou de Casa Verde e Amarela. A ideia é substituir o Minha Casa Minha Vida, que foi criado no ano de 2009 na gestão de Lula. 

Casa Verde e Amarela: Tudo o que vai mudar com o novo financiamento popular
Casa Verde e Amarela: Tudo o que vai mudar com o novo financiamento popular (Foto:Google)

A ideia do governo é atender cerca de 1,6 milhão de famílias até o ano de 2024, o programa terá um custo de cerca de R$26 bilhões, com a maior parte do FGTS.

O Minha Casa Minha Vida é um dos programas do governo com mais representativos nas vendas e lançamentos no mercado brasileiro. Vejas as diferenças de um programa para outro.

Mudanças no programa

Casa Verde e Amarela: Tudo o que vai mudar com o novo financiamento popular
Casa Verde e Amarela: Tudo o que vai mudar com o novo financiamento popular (Foto:Google)

O novo programa terá como foco regularizar os imóveis de famílias de baixa renda e incentivar os juros baixos aos financiamentos imobiliários. 

Há duas grandes frentes no Casa Verde e Amarela. A primeira delas é a construção de uma casa do zero para uma população mais vulnerável.

A ideia é que seja realizado um mapeamento das famílias que estão em terrenos e casas irregularidades, para dar essas propriedades para esse público, além de reformar parte dessas casas.

A segunda proposta vai usar mais do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) do que é utilizado atualmente pelo programa, para subsídios.

Durante o período de pandemia foram suspensas as prestações dos imóveis financiados pela Caixa, para que pudessem aliviar as faixas médias de renda.

A ideia era que a taxa de administração caísse de 2,16% e passasse a ser feito o pagamento ao longo do contrato de financiamento. 

Foi aberto um espaço no orçamento do FGTS para que se possa reduzir o juros que são cobrados, hoje, ele está em 5% ao ano. 

Essa redução seria para 45% na faixa 1,5, na qual a família precisa ter uma renda familiar de até R$2.600.

Já na faixa 2, em que as família devem ter uma renda de até R$4 mil, de 0,5, que cobrava 5,5%.

O programa será lançado em parceria com as prefeituras dos municípios. Segundo o ministro,o Brasil tem de 10 a 12 milhões de imóveis que não possuem escritura.

A Caixa era responsável por cerca de 99% do crédito habitacional para as pessoas de baixa renda. Já os outros bancos, não operam neste segmento por conta da baixa rentabilidade do produto.

Diferenças no Casa Verde e Amarela 

Uma das diferenças é uma nova regra de repassasses para a Caixa, a empresa que faz a operação dos financiamentos e subsídios. 

Até o ano passado, a empresa recebia um valor de 1% do financiamento, agora irá passar a receber 0,5%.

A economia será repassa nos juros cobrados dos consumidores, assim com as taxas mais baixas, vão ter um poder de compra maior que antes. 

Apesar de parecer uma mudança pequenas, ela permite que 350 mil novos empreendimentos sejam subsidiados no programa.

Além disso, as outras mudanças que foram realizadas com relação ao uso do financiamento, poderão ser usadas em reformas e regularização fundiária e urbana, isso aumenta o valor de mercado de imóveis que antes eram considerados irregulares.

Mercado

O antigo programa tinha uma participação sobre um total de lançamentos que no segundo trimestre atingiu 55,6%.

Já no total de vendas, a participação do programa foi de 56%,s egundo o estudo Indicadores Imobiliários Nacionais, realizado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional). 

No período do segundo semestre, aconteceu uma quada nos lançamentos de 44%. As vendas encolheram 16,6% no trimestre. 

Neste semestre, mesmo com a pandemia, as vendas se mantiveram relativamente estáveis com queda de 2,2%. 

Houve um aumento das vendas realizadas pela internet que compensaram em parte o fechamento dos estandes de venda desde o começo do ano.

Construtoras

As empresas que atuam no ramo tem vantagens também com essas mudanças. A maior construtora do país, a MRV é uma das mais fortes do mercado voltado para o programa.

Cerca de 87,4% das vendas foram realizadas dentro do programa com o financiamento do FGTS, neste segundo trimestre.

Já a Direcional, no primeiro semestre deste ano, fazia parte de 87% da receita bruta de vendas nesse segmento.

A Tenda é a única empresa de capital aberto totalmente dedicada a residências populares, no qual todos os seus lançamentos se enquadram no programa Minha Casa Minha Vida.

A empresa Cyrela, as vendas do programa tiveram um destaque operacional neste semestre.  O programa representou 55,2% das vendas e 63,5% dos lançamentos no trimestre. 

A Eztec lançou uma marca voltada para o programa em 2018, a Fit Casa. Segundo a empresa, as vendas para essa categoria tendem a ser resilientes mesmo em períodos de crise.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.