IPVA atrasado: Paraná tem 60,5 mil pedidos de negociação da dívida de 2020

De acordo com o balanço divulgado nesta quarta-feira (19), a Secretaria da Fazenda do Paraná (Sefa) registrou cerca de 60.565 termos de pedidos de parcelamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA) 2020 que está em atraso.

IPVA atrasado: Paraná tem 60,5 mil pedidos de negociação da dívida de 2020
IPVA atrasado: Paraná tem 60,5 mil pedidos de negociação da dívida de 2020 (Foto: FDR)

Esse parcelamento, que pode ser feito em até seis vezes, foi disponibilizado no dia 30 de julho e terminou na segunda-feira (17).

Segundo a Sefa, foram negociados atrasos totalizando cerca de R$72,4 milhões. A lei que deu essa possibilidade foi aprovada pela Assembleia Legislativa (Alep) e sancionada pelo governador Ratinho Júnior (PSD).

O governo informou que a medida faz parte das ações diante da pandemia do novo coronavírus. 

O balanço apontou que outros 19,2% do total do IPVA lançado no estado do Paraná, ainda continuam em atraso.

No mês de julho, o governo do estado informou que no mês anterior a inadimplência do IPVA era de aproximadamente 23,7%. No período de 2019, o índice foi de 20%.

Como quitar o IPVA agora?

Depois do final do prazo para a realização do parcelamento, que estava previsto na lei, os contribuintes poderão quitar os atrasos no imposto apenas à vista.

É preciso acessar o site da Secretaria da Fazenda e consultar a sua dívida, usando o número do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) do veículo.

Aquele contribuintes com dívidas do IPVA em atraso não recebem o Certificado de Licenciamento de Anual do veículo, que é exigido para trafegar em vias públicas.

Além disso, impossibilita processos como o resgate de créditos do programa Nota Paraná.

Os valores do IPVA variam de acordo com a tabela feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, tabela Fipe, que leva em consideração algumas características dos veículos como marca, modelo e ano de fabricação.

Caso o pagamento do tributo não seja feito, será realizado o acréscimo de multa e juros sobre os valores não quitados. 

O motorista corre o risco de ter o carro apreendido, e do seu nome ser inscrito em dívida ativa, assim, não poderá solicitar crédito nos bancos.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.