Nova gasolina já em circulação tem preços mais elevados, mas pode representar uma maior durabilidade para o consumidor. Na última semana, a Petrobras informou que estaria disponibilizando a nova versão do combustível. Comercializado com um reajuste de R$ 0,06 por litro, o produto começou a ser vendido nessa segunda-feira (03) e está dividindo a opinião de consumidores e especialistas.  

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Nova qualidade da gasolina vai subir 1,5% do valor nas bombas; vale a pena? (Imagem: Reprodução – Google)
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Ao anunciar a nova gasolina, a Petrobras informou também que sua composição química foi alterada.

De acordo com a marca, agora os motoristas poderão fazer uma maior quilometragem gastando menos do que em comparação com a versão anterior do combustível. Desse modo surge o questionamento: o investimento, no fim das contas, será inferior?  

Quanto a isso, especialistas dizem que depende. Segundo estudos realizados aos longos dos últimos dias, o novo produto gerou um acréscimo de 1,5% em comparação com o preço médio de R$ 4,144. Entretanto, técnicos estão afirmando que a nova versão é melhor, pois rende até 6% mais.  

Vale a pena consumir a nova gasolina? 

O primeiro ponto a se levar em consideração no consumo do novo combustível é saber o quantitativo necessário para a sua circulação semanal.

Em carros 1.0, por exemplo, atualmente abastecidos com R$ 100, a quilometragem é de 335 km na cidade. Já com a nova gasolina, investido os mesmos R$ 100, o motorista poderá rodar 349,9 km.  

No caso de veículos novos, por exemplo, a rentabilidade tende a ser ainda maior. Conforme explica Sérgio Araujo, presidente Executivo da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a variação do motor e de sua tecnologia é quem define como acontece o melhor proveito da gasolina. Quanto mais atualizado, mais lucro terá sobre o consumo. 

Qual era o preço e como deve ficar  

De acordo com o último levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o valor da gasolina no mês de julho foi de R$ 4,144 por litro.

Caso as estatísticas sejam mantidas, o acréscimo de R$ 0,06, resultará em um reajuste de 1,5% fazendo com que o litro seja comercializado por R$ 4,204. No entanto, é importante lembrar ainda que as cotações do petróleo também podem interferir na taxa final. 

Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco e formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.