Quais os planos do governo para pagar o auxílio emergencial até o fim do ano?

O governo ainda está criando o seu novo programa social, que foi chamado de Renda Brasil. Por conta disso, a equipe econômica já está trabalhando na possibilidade de estender o auxílio emergencial até o final do ano. 

Quais os planos do governo para pagar o auxílio emergencial até o fim do ano?
Quais os planos do governo para pagar o auxílio emergencial até o fim do ano?(Imagem: Reprodução Google)

Com o intuito de evitar que o buraco nas contas públicas este ano atinja o patamar de R$1 trilhão, o governo quer negociar com o Congresso que o auxílio seja pago com um valor menor.

O valor que o governo deseja está entre R$200 e R$300, mas para que esse repasse seja modificado é preciso que os parlamentares deem o aval. 

Na última semana, os economistas do mercado financeiro, enxergaram nas viagens do Presidente um sinal de que não dá para encerrar o pagamento do auxílio. 

A equipe econômica usa como argumento reduzir o valor do auxílio emergencial, já que muitos setores já voltaram a exercer suas atividades.

Renda Brasil

O Renda Brasil vai substituir o programa Bolsa Família, que foi criado no ano de 2003, pelo ex-presidente Lula, após a junção de outros benefícios.

A intenção era de tirar as famílias da situação de pobreza e extrema pobreza no país, por meio da transferência direta de renda que beneficia pessoas nestas situações.

A proposta ainda está em fase de estudo no governo, mas a ideia é que seja mudado o conceito do programa. 

O lançamento deve acontecer logo depois que passar a pandemia do coronavírus. O valor pago seria de cerca de R$ 250, segundo a fonte. Os detalhes do novo programa ainda estão sendo fechados, mas a ideia é reformular outros benefícios para formar o Renda Brasil. 

Há tempos o governo está estudando os programas que considera ineficiente, como o do abono salarial, que faz com que saiam dos cofres públicos cerca de R$19 bilhões por ano. 

De acordo com os estudos, esse dinheiro acaba indo para a mão daqueles que não precisam. 

O programa deve abranger cerca de  57,3 milhões de pessoas, que receberam, em média, R$ 190 no Bolsa Família a um custo de pouco mais de R$ 30 bilhões aos cofres públicos.

O valor pago seria composto por dois tipos de benefícios principais. O primeiro de R$ 100 de superação da pobreza e outro também de R$ 100, pago por criança de 0 a 15 anos.

Por agora, o plano é que a cada R$ 1 acima da base de R$ 250 haveria desconto de R$ 0,50 no valor do benefício.

Por conta disso, foi pensada uma rampa de saída para preencher uma lacuna que hoje existe no Bolsa Família, voltado a famílias com renda de R$ 178 por pessoa.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.