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O sonho da casa própria está lento para muitos beneficiários do Minha Casa Minha Vida em Salvador. Cerca de 800 famílias estão esperando a entrega das chaves dos condomínios Sol Nascente I, II e III, em Barro Duro, que fica em Cajazeiras desde o mês de outubro do ano passado. No bairro São Tomé de Paripe, a situação também conta com 500 famílias esperando a muitos anos.

Crise no Minha Casa Minha Vida: Mais de 500 famílias esperam por respostas
Crise no Minha Casa Minha Vida: Mais de 500 famílias esperam por respostas (Imagem: Google)
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As obras do Condomínio Sol Nascente começaram em agosto de 2018, e a previsão de conclusão era outubro de 2019. Mas esse prazo final já sofreu três adiamentos, segundo os futuros moradores.

Este atraso de 9 meses para a entrega tem sido motivo de problemas na vida destas famílias em que muitos membros perderam o emprego em meio a pandemia do coronavírus, e não podem continuar arcando com aluguel.

É o que acontece com uma futura moradora, Flávia Santana, mãe de um jovem com deficiência física. Ela é promotora de vendas mas perdeu o emprego em meio a crise causada pelo novo vírus.

O local onde mora atualmente, junto com três filhos, é emprestado. Tem apenas um quarto, que mal cabe a cama hospitalar do filho.

“O espaço que eu tenho é só esse. Só temos esses cômodos e tudo molha por conta da chuva. Tudo que eu preciso é que as autoridades agilizem o processo para que meu filho possa ter uma qualidade de vida melhor”, explica.

Já em Cajazeiras II, são 400 apartamentos prontos que ainda não foram entregues aos moradores, de acordo com a manicure Ivone.

Ela relata que tentou contato com órgãos responsáveis, mas que nunca teve respostas ou prazos de quando irá poder morar. A manicure espera desde outubro e vive neste momento com o filho e a esposa em um lugar emprestado.

“De outubro, pulou para dezembro. Quando questionamos porque, nós não obtivemos resposta. Depois pulou para março [o prazo de entrega], foi quando começou a pandemia e [até hoje] estamos sem resposta”, disse

A Seinfra (Secretaria de Infraestrutura da Bahia) informou em nota, que a instituição se encarrega apenas de selecionar beneficiários para o programa Minha Casa Minha Vida. Já as questões sobre obras, prazos de entrega e aprovação da documentação dos sorteados são atribuições da Caixa Econômica Federal.

Paulo Henrique Oliveira, formado em Jornalismo pela Universidade Mogi das Cruzes e em Rádio e TV pela Universidade Bandeirante de São Paulo, atua como do redator do portal FDR produzindo matérias sobre economia em geral e também como repórter do site Aparato do Entretenimento cobrindo o mundo da TV e das artes.