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Nessa semana, o Banco do Brasil informou que estará disponibilizando a possibilidade de antecipação do saque aniversário do FGTS para seus clientes. De acordo com a instituição, os valores de até três anos já podem ser solicitados e contarão com uma taxa de juros de 0,99% ao mês. Se você está sendo afetado pela crise econômica do novo coronavírus, entenda se a modalidade financeira vale a pena. 

Veja como antecipar o saque aniversário do FGTS no Banco do Brasil (Imagem: Reprodução - Google)
Veja como antecipar o saque aniversário do FGTS no Banco do Brasil (Imagem: Reprodução – Google)
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Ao anunciar sua participação da linha de crédito via FGTS, o Banco do Brasil informou que estará atuando com as mesmas regras da Caixa Econômica. 

Desse modo, o correntista que já tinha feito a migração para o saque-aniversário (em tempo hábil) pode entrar em contato com a instituição para poder antecipar seus pagamentos.  

O valor total do empréstimo pode ser o acúmulo dos próximos três anos, sendo as parcelas determinadas de acordo com o fundo de garantia somado pelo trabalhador. Já a quantia mínima deve ser de R$ 2 mil. 

É importante ressaltar que esse crédito só será concedido para quem fez a portabilidade do FGTS. No caso dos beneficiários segurados ainda pela categoria tradicional, a antecipação não poderá ser feita. 

Como antecipar o FGTS  

Para ter acesso ao valor, basta entrar no aplicativo do Banco do Brasil ou contactar sua central de atendimento. Na plataforma digital, os usuários já podem conferir, entre as opções de serviço, na aba de empréstimo, a categoria via saque aniversário.  

É só informar os dados de acesso, selecionar o benefício, ler e concordar com os termos de uso e confirmar a antecipação. O prazo de validação é de até 24h pós verificação dos dados e saldo.  

Taxas de juros são questionadas pela Fenae 

Ao ser informada sobre a porcentagem de 0,99% cobrada pelo Banco do Brasil e pela Caixa, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) afirmou ser um erro.

De acordo com o órgão, não se deve cobrar juros em cima do dinheiro do próprio beneficiário que irá perder, aproximadamente, 12% de seu benefício mediante as tarifas aplicadas.  

Em resposta, o BB informou que os valores são equivalentes ao atual mercado, já que a linha tem como garantia o próprio FGTS“A liberação do crédito em conta corrente ocorre após a reserva do saldo na conta do FGTS”, destacou o BB. 

Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco e formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.