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Alterações no mercado financeiro deixam brasileiros confusos sobre seus investimentos. Com a Selic lá em baixo e a rentabilidade da bolsa de valores variando, muita gente está se perguntando se realmente vale a pena sacar o FGTS.    

FGTS rendendo mais que Tesouro Selic e poupança, vale a pena ser sacado? (Imagem: Reprodução - Google)
FGTS rendendo mais que Tesouro Selic e poupança, vale a pena ser sacado? (Imagem: Reprodução – Google)
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O questionamento é motivado pelo fato de que, estando retido no fundo de garantia, o benefício pode acumular acréscimos a longo prazo. No entanto, é preciso ficar atento, pois esse cenário varia de acordo com a realidade de cada cidadão.

Atualmente, a Selic está com uma média de 2,25% e o CDI em um valor próximo. Já a rentabilidade do FGTS é de 3% e a taxa referencial está zerada. Desse modo, ao conferir tais informações inicialmente, muitos consideram que manter o fundo retido é opção mais segura.  

No entanto, é preciso ficar atento ao fato de que o saldo do FGTS tem suas particularidades, como uma liquidez baixíssima. 

Para o trabalhador, isso significa que ele não poderá sacar os valores acumulados quando bem desejar, tendo em vista que há uma série de regras para poder receber as quantias.  

Modalidades do FGTS 

Atualmente, o saque do FGTS é permitido para quem foi demitido sem justa causa, terminou um contrato por prazo determinado, aposentados com tempo liquidado e pelo saque aniversário. Nesse último caso, o governo permitiu retiradas anuais de até R$ 1.045 a depender do saldo presente em conta.  

Sendo assim, ao avaliar os principais pontos para um bom investimento, sendo eles: rentabilidade, liquidez e segurança, pode-se afirmar que manter o FGTS retido não gera lucros, tendo em vista que ele não possui liquidez.  

Analistas do mercado recomendam que, a melhor opção é sacar as quantias aprovadas e guarda-las como uma espécie de reserva para situações de emergência 

FGTS deve ser guardado em casos específicos  

Ainda de acordo com estudos no mercado atual, o FGTS só deve ser mantido para os trabalhadores nos seguintes cenários:  

  • tem a expectativa que a Selic se mantenha em patamares mais baixos nos próximos anos 
  • possui planos para quitar ou quem sabe iniciar um financiamento imobiliário;  
  • tem dificuldades para guardar dinheiro e, sempre que possui alguma reserva, acaba gastando;  

Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco e formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.