Micro e pequenas empresas garantem empréstimo com ampliação de R$6 bilhões

O governo pretende remanejar o dinheiro não usado na linha de financiamento da folha de pagamento das micro e pequenas empresas com faturamento entre R$360 mil e R$10 milhões para reforçar o programa de apoio às empresa de pequeno porte (Pronampe). Considerando que essa linha de crédito já está chegando ao seu limite operacional

Micro e pequenas empresas garantem empréstimo com ampliação de R$6 bilhões
Micro e pequenas empresas garantem empréstimo com ampliação de R$6 bilhões (Foto:Google)

De acordo com a equipe econômica, há margem para direcionar mais de R$6 bilhões, do Fundo de Garantia de Operações (FGO) que é administrado pelo Banco do Brasil. 

O fundo já recebeu cerca de R$15,9 bilhões do governo federal e poderá ser acionado pelo agentes financeiros para cobrir a inadimplência das operações.

Esse fundo arca com cerca de 85% do risco de calote, já os 15% restantes fica a cargo das instituições financeiras.

O programa demorou para começar a operar por conta das questões burocráticas, mas está sendo muito procurado.

A Caixa começou a operar a linha em junho e informou que o volume de operações contratadas chegou a R$4,24 bilhões. 

Depois de receber uma autorização do Ministério da Economia, o limite de contratações subiu para R$5,9 bilhões. 

O Banco do Brasil passou a ofertar a modalidade de crédito a cerca de uma semana, e já concedeu R$5 bilhões em empréstimos. 

Conforme os técnicos da equipe econômica do governo, o Itaú se comprometeu  em emprestar cerca de R$2,7 bilhões e o Bradesco está na fase de teste ainda. 

Nesta segunda-feira (13), foi discutida a necessidade de ampliação do programa pela manhã em videoconferência com o ministro da Economia, Paulo Guedes. 

Para que fosse definido e anunciada a ampliação dessa linha, a equipes econômica está esperando o retorno dos bancos privados e uma análise do valor médio das operações.

A equipe quer saber se de fato o empréstimo em condições facilitadas está chegando às micro e pequenas empresas, que são o foco do programa, ou se esses empréstimos estão sendo tomados por empresas de médio porte.

No programa os empreendedores podem pegar emprestado até 30% da receita anual de 2019, para capital de giro e investimentos. O prazo do financiamento é de 36 meses, com oito meses de carência, e a taxa máxima de juros é a Selic, atualmente em 2,25%, mais 1,25% ao ano.

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Jheniffer Freitas
Jheniffer Aparecida Corrêa Freitas é formada em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes. Atuou como assessora de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e da Secretarial Estadual da Saúde de São Paulo. Há dois anos é redatora do portal FDR, onde acumula bastante experiência em produção de notícias sobre economia popular e finanças.