Diesee divulga valor ideal do salário mínimo para junho de 2020; confira!

Pesquisas revelam uma estimativa do salário mínimo acima de R4 mil. Nessa semana, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou o valor ideal do piso nacional em junho de 2020. De acordo com os dados, o pagamento base por trabalhador deveria ser de R$ 4.595,60, levando em consideração as cobranças aplicadas na venda da cesta básica. No texto abaixo, explicaremos como formular esse cálculo.   

Diesee divulga valor ideal do salário mínimo para junho de 2020; confira (Imagem: Reprodução - Google)
Diesee divulga valor ideal do salário mínimo para junho de 2020; confira (Imagem: Reprodução – Google)

Para poder determinar o valor base do salário mínimo, a Dieese leva em consideração o preço de revenda da cesta básica, sendo calculado mediante ao quantitativo de 4 pessoas (uma família entre pai, mãe e dois filhos).

Desse modo, de acordo com as estatísticas, considerando a elevação das tarifas alimentícias, o piso nacional seria até três vezes maior do que o ofertado atualmente no valor de R$ 1.045 

Cesta básica supera R$ 500 em São Paulo 

O estudo usou como base o preço da cesta básica vendida em São Paulo, atualmente considerada a mais cara do país. O quantitativo final de produtos como feijão, arroz, carne, frutas, legumes, entre outros, custou R$ 547,03 apenas no mês de junho.  

É válido ressaltar ainda que, apesar de parecer um preço muito elevado, em maio a cesta básica na capital paulistana estava 1,68% ainda mais cara.

No entanto, com os desdobramentos de crise econômica motivada pelo novo coronavírus, passou por reajustes. O crescimento total no preço dos alimentos até esse momento é de 8% segundo a Dieese.  

Em outras 6 cidades do interior do estado, os custos para a feira permaneceram mais caros se comparados ao mês de maio.  

Cálculo do salário mínimo por trabalhador 

Para poder receber os R$ 1.045, o cidadão precisa trabalhar aproximadamente 99 horas e 36 minutos, em média, e assim conseguir comprar todos os produtos da cesta básica.

No caso de quem atua no mercado formalmente, o piso nacional quando recebe os descontos de 7,5% da previdência, ficou comprometido em 48,94% do seu valor líquido total.  

Isso mostra que, atualmente no Brasil o cidadão está trabalhando mais e ainda assim o valor recebido não é o suficiente para garantir itens básicos de sobrevivência seja para adultos ou crianças.  

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.