Caixa Econômica vai tornar financiamento de imóvel mais caro com adição de taxas

Serviço de financiamento de imóveis ficará mais caro para os brasileiros. Nessa semana, a Caixa Econômica Federal informou que passará a cobrar o ITBI (Impostos sobre a Transmissão de Bens Imóveis) nos contratos de financiamento imobiliário.

Caixa Econômica vai tornar financiamento de imóvel mais caro com adição de taxas (Imagem: Reprodução – Google)

 A decisão tem caráter de validação imediata, o que significa já estar sendo aplicada nas agências. Desse modo, o cidadão que for solicitar o produto, deverá ficar ciente dos reajustes tarifários aplicados no mesmo.  

A Caixa explicou que a medida tem como finalidade proporcionar uma maior rotatividade nesse mercado durante a atual crise econômica. A

ntes da divulgação oficial, a medida já vinha sendo testada em algumas agências espalhadas pelo país, gerando cerca de 3 mil contratos reajustados. Além dos valores do ITBI, há também as taxas dos custos cartorários. 

Modos de aplicação na Caixa

Segundo o banco público, o valor deverá ser acrescentado no contrato do financiamento, mas não pode ser superior a 5% da quantia total solicitada pelo cliente que utilizar recursos de poupança.

Já para no caso de empréstimos feitos com os recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), a cobrança deve ser equivalente a 4%. Cada cliente pode solicitar um imóvel de até R$ 1,5 milhão.  

“É uma inovação. Alivia a despesa das famílias porque elas não precisam pegar outro financiamento com juros maiores e um prazo menor”, afirmou o vice-presidente de habitação da Caixa, Jair Mahl 

De acordo com as estimativas levantadas, a Caixa espera que a medida gere um impacto financeiro de aproximadamente R$ 2,5 bilhões em 2020 e de R$ 5 bilhões em 2021.  

Registro eletrônico de imóveis  

No mesmo comunicado, a Caixa anunciou também que irá modificar o processo de formulação da escritura dos imóveis. Agora o serviço passará a ser feito eletronicamente, a partir do dia 13 de julho. Para isso, 1.356 cartórios deverão se cadastrar na plataforma desenvolvida pela instituição e assim dar início as alterações.  

Diante do novo processo, a Caixa garantiu que o tempo de validação do contrato irá cair em mais de 70%. Atualmente, os clientes esperam 45 dias para ter acesso a escritora, com a plataforma digital isso será feito em até uma semana.  

 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.