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Crise do novo coronavírus incentiva o mercado de empréstimos que já contabilizou um repasse de mais de R$ 1 trilhão. Nessa semana, em reunião no Congresso de Tecnologia da Informação do Setor Financeiro (Ciab Febraban), representantes bancários falaram sobre as acusações de entraves na aprovação de linhas de créditos para os pequenos e médios negócios. De acordo com os gestores, o valor liberado em caixa desde o início da pandemia já ultrapassa a média estipulada, desse modo é preciso que o governo facilite a aprovação de novos recursos.  

Empréstimos bancários já somam R$1 trilhão durante os meses de pandemia (Imagem: Reprodução - Google)
Empréstimos bancários somam liberação trilionária durante os meses de pandemia (Imagem: Reprodução – Google)
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Durante o evento, se discutiu quais os planos de ações que devem ser tomados para que os pequenos e médios empresários tenham suas solicitações de empréstimo aprovadas. Segundo a avaliação dos gestores, a dificuldade na obtenção desse crédito torna-se difícil para o grupo mediante aos processos burocráticos estipulados pelo poder público. 

“O setor agiu rápido. E não paramos de agir. Mas muita coisa trava diante da burocracia estatal de décadas, com processos morosos que não combinam com a urgência da demanda atual”, pontuou o presidente da Febraban, Isaac Sidney. 

Com as acusações de que as instituições estão se negando a conceder os serviços, o bancário solicitou que o Estado tomasse alguma atitude e participasse desse processo de enfrentamento à pandemia e retomada da economia nacional, em parceria com as instituições financeiras. 

“O momento, por parte do Estado, é de simplificação das regras, de menor burocracia, de flexibilidade e de assunção do risco de crédito de quem foi mais atingido pela crise. E, do lado do setor bancário, de solidariedade com as pessoas, de renovação do compromisso com os seus clientes, mas também de responsabilidade com o crédito”, concluiu. 

Já o presidente do BTG Pactual, Roberto Sallouti, deixou claro que as etapas de recuperação da crise precisam ser feitas em união com o poder público. De acordo com ele, os bancos querem emprestar valores, mas é preciso obter uma garantia da União para que seja mantida a segurança das marcas. 

“As estatísticas mostram que o crédito cresceu nos últimos meses. Mas infelizmente a demanda por crédito cresceu muito mais. Então, às vezes fica esse sentimento de que os bancos não estão entregando. Mas os bancos têm o compromisso duplo de proteger seus depositantes e oferecer crédito. E, na missão de proteger seus depositantes, têm que tomar a avaliação de risco de crédito”, pontuou. 

Sallouti explicou que, nesse momento, a colaboração do governo tem como finalidade evitar que os empréstimos gerem altos índices de inadimplência e falta de garantias tanto para os bancos quanto para seus clientes. 

“Ficou mais difícil para os autônomos e para as pequenas e médias empresas. E aí não tem jeito. Você vê em todo o mundo que quem tem que vir dar um apoio é o governo. Mesmo governos liberais como o de Guedes entendem que, em um momento de risco como esse, quem pode apoiar é o governo”, destacou o presidente do BTG. 

COMENTÁRIOS

Maria Eduarda Andrade, mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguagens. No mercado de trabalho, já passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de ter assessorado marcas nacionais como a Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.