Senado discute novas datas para eleições municipais 2020; veja qual expectativa

Nesta segunda-feira (22), os parlamentares irão se reunir no Senado para avaliar a possibilidade de adiar as eleições municipais 2020, que vão eleger os próximos prefeitos e vereadores. Até o momento, há uma proposta para que o evento seja remarcado para o mês de dezembro, no entanto, os parlamentares não chegaram em um comum acordo.  

Senado discute novas datas para eleições municipais 2020; veja qual expectativa (Imagem: Reprodução - Google)
Senado discute novas datas para eleições municipais 2020; veja qual expectativa (Imagem: Reprodução – Google)

Na tarde de hoje, espera-se que sejam levantadas datas definitivas para que as eleições aconteçam. O motivo das modificações está associado a pandemia do novo coronavírusque além de gerar uma crise econômica, também põe em risco a vida dos eleitores nas filas e aglomerações das urnas.  

Mediante a situação, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estão trabalhando para que seja estruturado um novo plano. A ideia é que as votações possam ocorrer de forma segura e também sem que os mandatos atuais sejam prorrogados. 

Propostas em andamento sobre as eleições municipais 2020

Questionado sobre a chance de prorrogar o mandato dos atuais gestores, Maia deixou claro que o assunto não deverá entrar nem em questão. Para ele, a decisão colocaria em risco a democracia nacional e não é viável, perante a própria constituição, que seja adotada.  

Já no Senado, o senador Randolfe Rodrigues (REDE/AP), com relatoria do senador Weverton (PDT-MA), sugeriu que o primeiro turno, inicialmente marcado para o dia 4 de outubro, seja realizado no dia 6 de dezembro. O segundo turno, que aconteceria no dia 25 de outubro, deverá ser passado para 20 de dezembro.  

No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), solicitou que ambas as datas sejam feitas até o fim de novembro, para que a campanha eleitoral não seja prorrogada e gere novas despesas.  

De acordo com o valor previsto na Lei Orçamentária deste ano, serão liberados cerca de R$ 2 bilhões do Fundo Eleitoral, divididos entre 33 legendas. O PT ficará com a maior parte, contemplado com R$ 201 milhões. O PSL ficará com R$ 199 milhões e o MDB, com R$ 148 milhões.

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.