Governo federal incluí 150 serviços públicos para solicitação online

Pandemia reformula serviços do governo federal. Com a chegada do novo coronavírus em todo o território nacional, o poder público precisou readaptar o funcionamento de diversas atividades. Para conter o número de infectados pela doença, órgãos como o INSS, Detran, Anvisa, entre outros, tiveram que fechar as portas de suas unidades físicas e migrar para as páginas da internet. Desse modo, de acordo com dados da Agência Brasil, atualmente mais de 156 atividades da administração pública passaram a ser digitais.  

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Governo federal inclui 150 serviços públicos para solicitação online (Imagem: Reprodução - Google)
Governo federal inclui 150 serviços públicos para solicitação online (Imagem: Reprodução – Google)

Segundo o balanço realizado na última semana, as primeiras migrações começaram ainda no mês de março, quando foram detectados os primeiros casos de covid-19.

Nesse mês, 58 serviços passaram a funcionar apelas pela internet, entre eles o INSS. Na sequência, em abril, 45 novas atividades aderiram a proposta, como o Detran que vem realizando aulas online. Por fim, em maio, mais 53 setores tornaram-se digitais, fazendo com que os cidadãos permaneçam em casa.  

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De modo geral, a Agência Brasil afirmou que atualmente o país conta com 729 serviços públicos digitalizados. Esse processo foi iniciado desde janeiro de 2019 e se intensificou com o novo coronavírus 

Segundo a Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, instituição responsável pela coordenação desse processo, a digitalização resultará em uma redução de R$ 2,2 bilhões por ano, tendo em vista que o número de servidores públicos será reduzido graças a substituição dos aparelhos eletrônicos.   

Mesmo ciente da diminuição de contratos dentro do poder público, o governo afirma ainda que, segundo a Estratégia de Governo Digital, em um documento publicado em abril, há um objetivo de que 100% dos serviços passem a ser digitais pelo menos até o fim de 2022.  

Desse modo, a gestão pública espera economizar aproximadamente R$ 38 bilhões ao longo dos próximos cinco anos, de 2020 a 2025. 

Além da redução de pagamento dos funcionários, a secretaria da economia afirma também que haverá eliminação do papel, facilitação da burocracia, redução de erros e de fraudes e da menor necessidade de locação de estruturas, de manutenção de logística e de contratação de pessoal para atendimento presencial. 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestra em ciências da linguagem pela Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo na mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR, onde já acumula anos de experiência e pesquisas sobre economia popular e direitos sociais.