João Pessoa dá início a período mais rígido de isolamento social; veja o que funciona

Isolamento social em João Pessoa poderá resultar em multas e demais punições. Nessa quarta-feira (3), encerrou-se o período educativo para que os cidadãos sigam as regras impostas pelo decreto governamental para o controle do novo coronavírus. De acordo com a gestão municipal e estadual, a cidade passará por um período de paralisação das atividades e entraves em suas de modo que consiga evitar que o número de infectados aumente.  

João Pessoa dá início a período mais rígido de isolamento social; veja o que funciona (Imagem: Reprodução - Google)
João Pessoa dá início a período mais rígido de isolamento social; veja o que funciona (Imagem: Reprodução – Google)

A partir desta quarta-feira (4), quem descumprir o decreto ficará sujeito a multas e poderá ter o negócio fechado. Além disso, responderá por crime de responsabilização cível e administrativa.

Ao todo, as regras estão sendo aplicadas nas regiões de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Conde, Caaporã, Alhandra e Pitimbu e deverão se manter até o dia 14 de junho. 

Medidas adotadas 

De acordo com a determinação do governo, a circulação de pessoas em espaços e vias públicas só poderá acontecer da seguinte forma:  

  • Deslocamento a unidades de saúde para atendimento médico; 
  • Deslocamento para fins de assistência veterinária; 
  • Deslocamento para o trabalho em atividades essenciais ou em estabelecimentos autorizados a funcionar na forma dos decretos estaduais e municipais vigentes; 
  • Circulação para a entrega de bens essenciais a pessoas do grupo de risco; 
  • Deslocamento para a compra de materiais imprescindíveis ao exercício profissional; 
  • Deslocamento a quaisquer órgãos públicos, inclusive delegacias e unidades judiciárias, no caso da necessidade de atendimento presencial ou no de cumprimento de intimação administrativa ou judicial; 
  • Deslocamento a estabelecimentos que prestam serviços essenciais ou cujo funcionamento esteja autorizado nos termos dos decretos estaduais e municipais vigentes; 
  • Deslocamento para serviços de entregas; 
  • Deslocamento para o exercício de missão institucional, de interesse público, buscando atender a determinação de autoridade pública; 
  • Circulação de pessoas para prestar assistência ou cuidados a idosos, a crianças ou a portadores de deficiência ou necessidades especiais; 
  • Deslocamento de pessoas que trabalham em restaurantes, congêneres ou demais estabelecimentos que, na forma da legislação estadual e dos decretos municipais, permaneçam em funcionamento exclusivamente para serviços de entrega e retirada de alimentos; 
  • Trânsito para a prestação de serviços assistenciais à população socialmente mais vulnerável; 
  • Deslocamentos para outras atividades de natureza análoga ou por outros motivos de força maior ou necessidade impreterível, desde que devidamente justificados. 

Lockdown em João Pessoa 

Mediante as restrições e aplicações de punições, o governo reforçou, no entanto, que não se trata de um lockdown. 

Os gestores explicaram que as ações tem como finalidade apenas conter o número de doentes, mas que será rápida e calculada no tempo certo para gerar resultados para a região.  

“Informo e tranquilizo a todos os paraibanos que não será decretado lockdown nos municípios da região metropolitana de João Pessoa. O que vai ocorrer, na verdade, é uma maior restrição da circulação de pessoas e veículos nas ruas, tendo em vista o aumento vertiginoso do número de casos da Covid-19 nessas cidades e a possibilidade do colapso no nosso sistema de saúde”, afirmou o governador João Azevêdo (Cidadania). 

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), reforçou a informação. “Queremos tranquilizar a população de que não estamos decretando lockdown. Um passo precisa ser dado de cada vez e o condicionante para conquistarmos a possibilidade de dar reinício à normalidade, ou iniciar uma nova normalidade, é justamente o resultado do que fizermos juntos agora”, afirmou. 

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Eduarda Andrade
Maria Eduarda Andrade é mestranda em ciências da linguagem na Universidade Católica de Pernambuco, formada em Jornalismo pela mesma instituição. Enquanto pesquisadora, atua na área de políticas públicas, economia criativa e linguística, com foco na Análise Crítica do Discurso. No mercado de trabalho, passou por veículo impresso, sendo repórter do Diario de Pernambuco, além de assessorar marcas nacionais como Devassa, Heineken, Algar Telecom e o Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, dedica-se à redação do portal FDR.
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